NET: alerta aos assinantes

Os principais especialistas em marketing são unânimes em suas recomendações sobre como as empresas devem tratar seus clientes: primeiro, trate bem aqueles que JÁ SÃO clientes pois são eles a base do faturamento e da sobrevivência da empresa. Além disso, é muito mais barato manter um cliente que já é fiel à empresa do que conquistar um novo.

Pois a maioria das grandes empresas faz exatamente o contrário: trata mal e cobra caro dos seus clientes atuais enquanto oferece descontos e vantagens de todo o tipo para conquistar novos consumidores.

Vejam esse caso: em abril de 2010 eu contratei da NET o pacote chamado, na época, de Total HD Conforto. Era o mais barato da grade da NET com canais em alta definição. Na última fatura, paguei R$ 156,43 por esse serviço. Pois acabei descobrindo, por acaso, que a NET modificou o nome dos seus pacotes. Hoje, ela oferece um chamado NET TOP HD, praticamente igual ao meu, por R$ 139,90 por mês. E acrescentou um outro plano com canais de alta definição mais barato, chamado NET MAIS HD, por R$ 89,90 (que pouco difere do meu). Ou seja: a NET me fornece hoje produtos que custam R$ 139,90 e me cobra R$ 156,43. E criou um outro plano mais barato (que me serve) mas não me avisou. Qual o nome para isso?

Peguei o telefone, liguei para a NET e reclamei: se a NET deixou de comercializar o produto que havia me vendido, como ainda estava me cobrando por ele? E se ela havia colocado outro no lugar, mais barato, por que não havia me avisado e me oferecido essa opção mais em conta? A resposta é óbvia: fornecer o mínimo, cobrar o máximo e ficar bem quietinho para o cliente não descobrir. Quando ele descobrir e reclamar (como eu fiz), eles perguntam na maior cara de pau: “Então o senhor gostaria de readequar seu plano?”.

Portanto, se você é um assinante NET, descubra se seu plano não ficou, de repente, “inadequado”.

Planos mais baratos para novos assinantes

 

Costela no Espeto News

Comemoração do Mazembe Day, na África

Para ver em PDF, clique aqui: Costela no espeto News – ed 1

 

Parador Casa da Montanha

Há lugares que se destacam pela sua localização, pela beleza natural que os cerca ou pelas atrações turísticas situadas em sua proximidade. Já outros se sobressaem pela sua proposta, com diferenciais como luxo e sofisticação, culinária elaborada, espírito de aventura ou outros atrativos.

E há aqueles lugares especiais que conseguem combinar várias dessas propostas. O Parador Casa da Montanha, em Cambará do Sul, é um desses locais. Em termos de localização, ele está encravado em uma colina em frente ao Rio Camarinhas, cujas águas translúcidas correm por cima de pedras e despencam em uma pequena cachoeira, situada bem defronte às barracas. Em torno do murmurar das águas, a natureza exibe extensos campos gramados, mata nativa e araucárias bem distribuídas em um arranjo que trai um cuidadoso planejamento humano.

Você leu “barraca” no parágrafo acima? Pois é exatamente isso. No Paradouro Casa da Montanha não há cabanas ou quartos de hotel, mas sim barracas térmicas. Elas fazem parte do clima de rusticidade chique que impera em todo o empreendimento. Claro que não são pedaços de lona presos a estacas, mas estruturas muito semelhantes a uma cabana, só que feitas de material térmico. São bonitas e sofisticadas por dentro, com uma decoração rústica e uma cama enorme e confortável. Mas, com vento, balançam e rangem levemente, ficando naquele limite entre o “emocionante” e o desagradável.

A cozinha é sofisticada (e cara: na noite que chegamos jantamos um filé de trutas na manteiga com purê de mandioquinha, com direito a uma salada da horta de entrada e manjar de côco de sobremesa, por R$ 40,00 por pessoa mais R$ 60,00 por uma garrafa de vinho) e o atendimento da equipe educado e atencioso.

Em resumo, é um lugar onde é possível encontrar beleza natural, um certo clima de aventura e luxo e sofisticação. Dá para afirmar que eles cumprem o que prometem. Não é para menos que é um local famoso e já foi eleito como destaque por revistas de turismo. E há o atrativo extra da proximidade dos canyons Fortaleza e Itaimbezinho (visitamos apenas o último e com visibilidade muito ruim devido à neblina).

Mas toda essa diferenciação tem seu preço. E ele é caro. Dependendo das suas preferências, é bem possível que a relação custo/benefício não compense.

Nesse caso, você sempre pode fazer o que nós fizemos: adquirimos uma promoção de um site de compras coletivas. Foi um excelente passeio… e um bom negócio.

Boas estradas de Porto Alegre a Cambará do Sul

Cambará do Sul: cidade pequena e simpática

De Cambará até o Parador: 9 km de estrada de terra

Acesso ao Parador: bem sinalizado

Nossa barraca: lugar belíssimo

A barraca térmica por dentro: rústica mas confortável

Pequena cascata em frente ao Parador

Cardápio do jantar: para paladares sofisticados

Trilha para o Canyon de Itaimbezinho

Ao fundo, os canyons cobertos de neblina

É isso o que se enxerga... quando a neblina vai embora

Ótimo lugar para descanso

Simpáticas companhias

A vida tem sido generosa...

Jantar em Cambará, na galeteria Casarão: vale a pena

Ambientes sofisticados no Parador: sauna, jacuzzi, cadeiras de descanso

Uma rápida saudação da lua

A barraca luxo com jacuzzi na varanda: um espetáculo

O Parador em foto oficial: de cinema

 

Palestra em Montenegro

Vocês conseguem imaginar, nos dias de hoje, um grupo de centenas de alunos de uma escola de nível médio, todos naquela complicada faixa da adolescência, reunidos em torno de uma bandeira e cantando o hino da escola? Difícil de acreditar, não? Pois os projetos O Autor na sala de aula e Comunidade Leitora, da WS Editor, e Autor Presente, do Instituto Estadual do Livro, têm me proporcionado experiências gratificantes.  E essa foi uma delas.

No dia 18 de novembro, fui convidado pela Escola Estadual Técnica São João Batista, de Montenegro, para participar de um evento literário inserido no projeto denominado Ler pelo prazer de ler. Foi um grande evento. O entusiasmo e a dedicação demonstrados pelas professoras que organizaram o encontro, principalmente a professora Alma, foi contagiante. E esse clima de envolvimento foi transmitido aos alunos, que participaram ativamente de todas as atividades: cantaram o hino nacional e o hino da escola com seriedade, acompanharam as palestras dos autores e as apresentações dos alunos com atenção e participaram dos debates com perguntas instigantes. Junto comigo, estava o professor e escritor Carlos Alberto dos Santos, autor da obra O plágio de Einstein.

Não canso de repetir que, em uma realidade estampada diariamente em jornais, revistas e na TV que mostra a educação brasileira cada vez mais desleixada, encontrar exemplos como esse da Escola João Batista, de Montenegro, me entusiasma a continuar esse tipo de trabalho.

A todos os professores, corpo diretivo, pais e alunos da Escola João Batista, meus parabéns. Espero voltar a Montenegro em breve, já com meu próximo livro.

Escola Estadual Técnica São João Batista, no centro de Montenegro, RS

Apresentação dos alunos

O famoso hino da escola

Palestra para um público atento

O livro "Deus está morto?" à venda nas livrarias de Montenegro

Da direita para a esquerda: prof Beth, Kleber Boelter, Carlos Alberto dos Santos e prof Alma

Após a palestra, sessão de autógrafos para o livro "Deus está morto?"

Presença dos autores é notícia na imprensa de Montenegro

 

O pôr-do-sol mais lindo do mundo

Dizem que gaúcho é meio exagerado, especialmente quando se trata de enaltecer as coisas do Rio Grande do Sul. Mentira.

Por exemplo: ontem no final da tarde, caminhando pela avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Lika e eu pudemos comprovar que o pôr-do-sol do Guaíba é, definitivamente, o mais bonito do mundo. Alguma dúvida?

Preparando-se para o espetáculo

Adornado pela natureza

O mais lindo do mundo, tchê. Por supuesto.

 

A vida é bela demais: Itapirubá

Já disse isso em algum lugar mas não canso de repetir: pegar a estrada é uma maravilha; com minha amada, melhor ainda; e indo ao encontro de bons amigos, cerveja gelada e churrasco de primeira, entonces, é algo bem próximo do paraíso. Mesmo que chova na ida e na frida!

Neste feriadão aconteceu mais uma edição do Natal Shadow, encontro dos amigos motociclistas que fazem parte da Lista Shadow (ou que são amigos dos amigos, vale tudo). Foi na pousada Recanto das Baleias, em Itapirubá, Santa Catarina, uma praia cuja beleza natural é bem maior do que sua fama.

Saímos de Porto Alegre na manhã de sábado, encontramos com amigos em Osório e dali rumamos para essa pequena praia, ainda com ares de vila de pescadores, que fica logo após Laguna. E foram dois dias de muita alegria, risadas, reencontros, longas caminhadas à beira-mar, memoráveis partidas de sinuca, anchovas grelhadas recém pescadas no mar, costelas e outros cortes de carne bem assadas, e muito chope Kalena que enchia todas as geladeiras da pousada. Um daqueles momentos mágicos que nos prova que a vidaé realmente maravilhosa.

Agradeço aos amigos que nos acompanharam na estrada numa bela motocada, aos queridos irmãos catarinenses que organizaram o encontro (principalmente o Márcio e o Xukrutz), aos simpáticos parceiros que perderam várias partidas de sinuca para mim e, principalmente, à minha parceira que me acompanhou com sua alegria e seu otimismo contagiantes.

Valeu demais, amigos.

Encontrando os amigos em Osório

Na estrada, rumo à Itapirubá

A bela pousada Recanto das Baleias, de frente para o mar

Um razoável estoque de cervejas

Uma costelinha ao ponto com meu amigo Membro

Outra costelinha pronta para ir para o fogo

Uma boa caminhada com minha amada Lika

Ogro e Daisson pilotando os espetos

Vista aérea da bela praia de Itapirubá

Xukrutz, um dos organizadores, o famoso "Alemón da prancheta"

Itapirubá ainda com jeitão de vila de pescadores

Um último olhar sobre Itapirubá antes de retornar para casa

 

Tajine de cordeiro marroquino

Como blog também é dicas gastronômicas, segue uma receita que fiz ontem para uns amigos. Pensei nela a primeira vez quando assei uma paleta de ovelha no fogo à lenha e, tendo sobrado um pouco de carne no final do churrasco, desossei bem a paleta e fiquei pensando como poderia aproveitar aqueles cubos e lascas de cordeiro. Me sentei para pegar umas dicas com Mr. Google e apareceu, lá pelas tantas, uma receita de Tajine de Cordeiro Marroquino. Como diz o blog Heaven’s Kitchen, http://www.heavenskitchen.com.br/heavens-detalhesreceita-820.htm:

“Se você é uma pessoa que gosta de comidas exóticas, agridoces e com os incríveis sabores do mediterrâneo, essa receita é indispensável! Você tem que experimentar. Não exige quase nenhum trabalho, somente, um bom tempo de cozimento. Quando fui a Marrocos, esse foi um dos pratos típicos do local que mais me encantou. A tajine é uma panela típica da tradição culinária marroquina e, dentro dela, são cozidos ingredientes variados em cima de brasas. É servida no chão, posicionada no centro de um grupo de pessoas onde todos comem do mesmo prato. Com a tajine serve-se sempre o cous cous marroquino. Este é um acompanhamento presente na maioria das refeições e combina perfeitamente com o cordeiro (você pode encontrar a receita de cous cous no meu site). As especiarias e tempero dessa receita dão o toque especial e exótico ao prato e tenho certeza que irá encantar você do mesmo modo que a mim. Fiquei tão empolgada com ela que fui a vários restaurantes marroquinos em busca de opiniões, dicas e ingredientes da perfeita receita de tajine de cordeiro. Espero que você goste a aprove!”

Como a grande maioria dos pratos regionais típicos, o tajine é uma espécie de picadinho de carne feito com legumes, utilizando ingredientes e condimentos típicos da sua região de origem. Assim, a diferença do tajine para um picadinho comum é o uso de curry (que é uma mistura de  vário ingredientes, normalmente cardamomo, cravo, canela em rama, cominho, semente de erva-doce, feno-grego, noz-moscada, pimentas preta, vermelha e dedo-de-moça, sementes de papoula, gergelim, tamarindo, coentro em grãos e cúrcuma. Este último é o responsável pela sua cor amarela característica. Além deles, outros ingredientes são incluídos, conforme a vontade de quem prepara: alforva, pimenta-de-caiena, cominhos finos, pimenta-da-jamaica, pimentão, alecrim, gengibre, cravinho) e, no final, o acréscimo de Tâmaras ou damascos. Mas vamos à receita. Na internet, você encontra muitas variantes. Eu usei os seguintes ingredientes, para quatro pessoas:

-800 g de carne de paleta de ovelha;

-1 cebola média;

-2 dentes de alho;

-1 tomate grande;

-1 cubo de caldo de legumes;

-1 colher de sopa de massa de tomate;

-1 molho de salsinha;

-1 pimenta vermelha;

-2 colheres de chá rasas de curry;

-200 g e damascos;

-2 batatas médias;

-2 cenouras médias;

Primeiro, faça um refogado básico: frite a cebola e o alho picados, acrescente a carne e frite mais um pouco. Depois acrescente o tomate, o cubo de caldo de legumes, a massa de tomate, a pimenta vermelha bem picadinha e o curry. Cubra com água fervente, mexa bem para misturar os temperos, coloque alguns ramos de salsinha e deixe em fogo baixo por uma hora. De tempos em tempos controle a água e, se necessário, acrescente um pouco mais. Descasque as batatas e corte em cubos grandes. Descasque as cenouras e corte ao comprido em quatro partes. Coloque na panela e deixe cozinhar por mais trinta minutos, sempre controlando a água para não secar. Finalmente, acrescente os damascos e cozinhe por mais dez minutos.

Sirva com arroz, aipim cozido ou, como recomenda a receita original, couz-couz marroquino. E, claro, um bom vinho tinto.

Tajine marroquino. Só me faltou a panela típica...

 

Prioridade para a educação

Todos sabem que o nível da educação no Brasil beira à tragédia. Na imprensa, somos informados diariamente sobre cenas de violência e resultados vergonhosos dos alunos brasileiros em testes nacionais e internacionais. Aqui, há dados concretos e informações sobre esse fato que não apenas nos envergonha mas que, principalmente, condena a maior parte dos brasileiros à indigência mental e à pobreza material.

Várias entidades têm trabalhado no sentido de encontrar alternativas que contribuam para a melhoria da educação brasileira. Exemplos disso são os projetos O Autor na sala de aula e Comunidade Leitora, desenvolvidos pela WS Editor e dos quais tenho a oportunidade de participar desde 2004. Outra iniciativa semelhante é o projeto Autor presente,  desenvolvido pelo Instituto Estadual do Livro, um órgão da Secretaria da Cultura do RGS. Esses projetos têm como objetivo principal incentivar o hábito da leitura, ferramenta fundamental para o domínio da linguagem, desenvolvimento do senso crítico, crescimento intelectual e sucesso profissional.

Nessa semana, tive a oportunidade de participar do projeto Autor Presente, do IEL, como um dos convidados da XIX Jornada Literária e da IX Feira do Livro do Colégio Dom Antônio Macedo Costa, de Ciríaco. Ciríaco, para quem não conhece,  é um pequeno município gaúcho próximo de Passo Fundo e que, como todos os municípios do interior nos quais tive a oportunidade de palestrar, tem um povo amável e hospitaleiro e faz um excelente trabalho na área da educação.

Nos dias 28 e 29 pude conversar com professores, alunos e outros membros da comunidade sobre a importância da educação, bem como debater temas que estavam nos meus livros A luz que guia também pode cegar, Deus está morto? e Peter Bullet em Um caso complicado, que foram trabalhados pelos alunos da escola.

Foi um evento rico em participação, onde estavam presentes tanto os alunos do Colégio Dom Antônio Macedo Costa, como também estudantes de outras escolas estaduais do município como a São João Bosco, São Sebastião do Quaraim e Lobo da Costa. Também estavam presentes pais de alunos, o Secretário Municipal da Educação, representantes da Secretaria Estadual da Educação e membros de outros segmentos da comunidade, inclusive representantes do Banrisul e do Sicredi que participaram ativamente desta iniciativa.

Essa união de vários segmentos da sociedade é fundamental para o sucesso deste tipo de trabalho e para que se consiga, no final, alcançar seu objetivo principal: melhorar a educação.

Palestrando para a comunidade de Ciríaco

Alunos apresentando seus trabalhos na forma de teatro

"Deus está morto?" interpretado na forma de música

Livros trabalhados na escola

Falar sobre educação com jovens: um grande prazer

 

Mar de Letras – afinal, o que é?

Alguns amigos ainda me perguntam o que, afinal de contas, é o projeto Mar de Letras. Relembrando sua origem, fui parar no distante mês de julho de 2007, há mais de cinco anos atrás. Na época, eu estava em uma espécie de atoleiro literário. O último livro que eu publicara havia sido a novela juvenil A luz que guia também pode cegar, em agosto de 2004. Iniciei dois projetos, um livro de contos chamado As razões de Rita (cuja ideia eu havia desenvolvido na Oficina de Criação Literária do Assis Brasil, em 2000) e um romance extremamente ambicioso que pretendia contar uma parte da história brasileira, após 1960, de um ponto de vista que ainda não foi contado, chamado A metade sã da maçã. Mas nenhum avançava. O livro de contos estava praticamente pronto, mas eu tinha dúvidas de sua qualidade literária. E o romance épico estava muito além da minha disponibilidade de tempo para um projeto de tal envergadura. Então, sufocado nessa aridez criativa, comecei a buscar alternativas para fugir da rotina da empresa que me tolhia a criatividade e encontrar uma forma de voltar a produzir literatura. Em outubro de 2006 eu havia comprado um pequeno apartamento em Capão da Canoa e a atração que sua janela exercia era simplesmente irresistível. Então, somei A+B e surgiu o projeto Mar de Letras, assim poeticamente explicado:

Chega de angústias e lamentações, de cobranças e sentimentos de culpa. Está na hora de não fazer algo. Seguir os instintos. Deixar rolar. Perceber o sinal, o grito, o chamado, a oportunidade. Ou nada disto, muito antes pelo contrário. Beber e vadiar. Pensar, caminhar, esquecer. Quem sou eu, de onde vim, para onde vou? Who knows? Who cares? Quem disse que eu devo ser alguém, ter alguma importância, fazer alguma diferença? Fui eu que pensei isso sozinho ou Shakespeare e Grouxo Marx me assopraram no ouvido? Ah, o velho direito ao foda-se…

O mar está lá. A janela está lá. A longa faixa de areia branca para ser marcada com passos reflexivos, o espaço idílico, o visual fantástico, quase irreal, está lá. Mas não é para funcionar como desculpa ou obrigação. Apenas acolher, aconchegar, embalar, incentivar. Útero e palco. Apenas ir. Sem planos e metas, sem obrigações ou compromissos.

Revisitar meus textos. É neles que me encontro, me vejo e me projeto, fui no agora, sou no agora e serei agora também. Detetive de mim mesmo, buscando minha identidade nas lembranças esquecidas, nos livros relembrados, no diagrama das dores e amores, dos amigos e tribos, nos grupos que freqüentei e nos que evitei, nos que me esnobaram e os que esnobei. Pensar meu pai, sua história como parte da História, sua história entrelaçada à minha, minha história refletindo a dele. Pensar minha mãe nos conflitos marcantes e na identidade arraigada que tatua uma parte fundamental de mim, talvez a mais fundamental, temo em pensar…

Conjeturar meus contos que são fugas ou projeções, sim, mas que são acima de tudo desafio. Um desafio que me motiva, me incendeia, me enternece, me alegra indizivelmente. Caminhar pela beira da praia tentando construir um personagem, formatar uma trama, refletir sobre um tema às raias do absurdo ou da filosofia. Ou só caminhar. Pensar naquelas palavras que se alinham, nas frases que se entrelaçam, no jogo sonoro que é beleza mas também significado. Ou só pensar numa costela assada, numa cerveja gelada e numa derrière estonteante.

Vou. Preciso ir. Talvez já devesse ter ido. Bandini foi. Gabi foi. Tantos outros atenderam ao chamado que não veio do além, mas de si mesmos.

Fui.

E continuo indo…

A janela do Mar de Letras, ao amanhecer...

... e ao anoitecer

 

Blog também é gastronomia

Como blog também é cultura gastronômica, segue uma receita que fiz na quarta-feira e ficou bom demais.

Todos já devem ter ouvido falar em frango na cerveja (além da que se bebe, claro). Porém, a maioria das receitas manda acrescentar um pacote de sopa de cebola e recomenda o preparo no forno. Já segui essas receitas e, para mim, a sopa de cebola dá um gosto de remédio ao prato. Então pesquisei um pouco, juntei duas sugestões e fiz a seguinte receita, na panela e sem a tal de sopa (porção para duas pessoas):

Corte meia cebola e um dente de alho bem picadinhos. Numa xícara, coloque um cubo de caldo de galinha (usei o Potinho de Caldo, da Knorr, que é mais natural) e dilua com um pouco de água fervente e cerveja preta. Tempere levemente duas coxas ou sobrecoxas de frango com tempero completo Arisco (não muito pois o caldo de galinha já é salgado).

Numa panela em fogo médio, coloque um fio de azeite de oliva e refogue a cebola e o alho. Acrescente o frango e frite um pouco. Depois, junte o caldo de galinha diluído espalhando sobre o frango. Complete com cerveja preta até quase cobrir o frango. Se quiser, para complementar corte uma bata grande em cubos médios e também coloque na panela. Cozinhe em fogo baixo por meia hora.

Pronto. Fica saborosíssimo! Para acompanhar, escolha arroz, spaghetti ou um purê de batatas. E, claro, uma cerveja tipo bock. Todos combinam perfeitamente.