Ainda vivo
Ando meio ausente desse espaço, para desencanto dos meus fãs. Inclusive recebi várias reclamações (ou foi uma?) semana passada (ou ano passado?) sobre esse inadmissível desleixo.
Bueno, sei que não justifica, mas ao menos explica. Nesse semestre, além do tempo necessário para trabalhar e garantir a costela e a cervejinha nossa de cada dia e das aulas regulares da PUC à noite, estou envolvido em mais dois compromissos. Um é o Projeto de Monografia, que além da necessidade de produção textual ainda me rouba um tempo enoprme para leitura dos livroas que comporão a justificativa teórica do trabalho. E o outro é a realização do estágio obrigatório. Estou dando aulas três dias por semana para duas turmas da 1-a série do Ensino Médio do Colégio Dom João Becker. Se fosse apenas as horas gastas em sala de aula o problema não seria tão abnsorvente. Mas o que se gasta em planejamento, pesquisa, preparação de material e correção de trabalhos é uma enormidade.
Mas não há de ser nada. Sei que é por uma boa causa. Espero descobrir qual é antes de enfartar.
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Por falar em aulas, nessa semana tive uma experiência marcante sobre a finitude da vida (ou seria da morte?).
Normalmente vou até o colégio Dom João Becker a pé, onde estou dando aulas três vezes por semana no estágio obrigatório da PUC. No caminho, passo na frente do cemitério São João. Na terça-feira passada, uma grande quantidade de carros tomavam o estacionamento em frente ao cemitério e um povaréu se aglomerava em frente à porta principal. Quando já cruzava a rua vi chegar o carro da funerária, que manobrou e estacionou sobre a calçada com seu silencioso passageiro.
Fui até a escola, enfrentei aquela garotada curiosa e agitada durante três horas e voltei para casa. Ao passar em frente ao cemitério, não havia mais ninguém. E fiquei matutando que, no curto período em que eu tentava passar um pouco de conhecimentos para uma turma de adolescentes cheios de vida, um morto havia sido chorado por seus amigos e parentes, recebido algumas palavras elogiosas e sido enterrado.
A breve partida do morto me abalou mais do que a balbúrdia dos vivos.
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