Mar de letras, reflexões e algumas bobagens III

23/07/09 – 5a feira

Um dos meus divertimentos prediletos é ficar pensando no cardápio do dia. Não que eu seja um glutão: na verdade, adoro cozinhar. Desde que acordo começo, mesmo que meio incoscientemente, a cogitar as possibilidades do almoço e do jantar. Tento lembrar o que há no estoque da geladeira,  relembro as refeições dos dias anteriores, repasso de memória alguma experiência longínqua ou um desses programas de culinária que invadiram a TV a cabo. Sou fã de Jaime Oliver, do Menu Confiança de Claude Troisgros e ando, nos últimos dias, influenciado até a raiz dos cabelos por Anthony Bourdain e sua Cozinha Confidencial.

Ontem era quarta-feira, dia sempre propício, por sua localização equidistante do sábado e do domingo (na falta de uma desculpa melhor), para a repetição do especial dos finais de semana: churrasco. Não deu outra. Uma costela assada nas brasas, daquele jeito especial que deixa a carne, de um lado, quase torrada e praticamente se soltando do osso, enquanto que o outro lado permanece mal-passado e suculento. Como no dia anterior já havia feito um belo bife de contrafilé com aipim cozido, preferi acompanhar o churrasco com uma variedade de legumes também assados: cebola, abobrinha e alho-poró. Esqueci, mas poderia também ter colocado na grelha um pimentão que jazia na geladeira e ter jogado no meio das brasas uma “papa ao plomo”, conforme nomenclatura espanhola da minha amada, e que significa batata branca envolta em papel-alumínio e assada direto sobre as brasas.

Mas voltando ao presente, já pensei em um dos possíveis pratos de hoje, mas ainda não decidi se o farei no almoço ou no jantar. Estou com vontade de comer peixe. Aliás, quando resolvi vir para a praia prometi que aproveitaria o incentivo oceânico e incluiria peixes no meu cardápio, promessa que invariavelmente não cumpro. Até agora, só mastiguei uns filezinhos de viola fritos na segunda-feira, como uma espécie de boas-vindas ao litoral, comprados no quiosque aqui da frente de casa. E hoje já é quinta. Pensei em um filé de anjo ou postas de tainha ligeiramente fritas e depois cozidas no vapor com legumes. Mas meu paladar exige algo mais forte. Optei por uma pizza de sardinha com bastante queijo mussarela, tomates em rodelas, azeitonas pretas, azeite de oliva extra-virgem e um banho de molho de pimenta. É um prato que atende a dois requisitos muito convenientes: fácil de fazer e saborisíssimo. Especial para apressados ou preguiçosos.

 

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Sobre a pizza: estavas com pressa ou com preguiça?

Abraço!

 
 

Coisa amada…

A questão é:

Quando estas refeições serão compartilhadas com amigos, naquele clima de confraternização e doação, generosa ação de amizade?

Hahahahahahahaha, bem fdp…

EL GDM, nobre por instinto

 
 

Caro Piréx, a pressa e a preguiça são dois pecados imperdoáveis que jamais pratico. Quando muito estou assoberbado ou desfrutando de merecido repouso.

 
 

Nobre GDM, compartilharei o pão e o vinho com o amigo tão logo termine esse teu encanto com a casa nova e decidas visitar novamente minha pobre morada…

 
 
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