Nível rasteiro

O episódio da escolha do novo técnico da seleção brasileira demonstrou o nível dos dirigentes do futebol desse país. Primeiro, o amadorismo do Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que convidou Muricy Ramalho e foi para a imprensa anunciar o novo técnico antes de ter uma resposta definitiva.

Já o presidente do Fluminense, clube com o qual Muricy tem contrato em vigor, resolveu não liberar o treinador. Amor pelo Fluminense? Exagerado sendo de dever com o clube que representa? Claro que não. Esse senso de dever e responsabilidade é algo estranho à índole brasileira. Na verdade, o presidente do Fluminense tem uma rixa política com Ricardo Teixeira, surgida durante a eleição do novo presidente do Clube dos Treze, que representa os clubes brasileiros da primeira divisão. O presidente da CBF e o do Fluminense apoiaram candidatos diferentes e se transformaram em inimigos poíticos.

Aí, fica mais fácil de entender.

—X—

Ricardo Teixeira havia dado como um dos motivos para a escolha de Muricy Ramalho como novo técnico da Seleção Brasileira o fato de ele ser o treinador do time que estava liderando o Campeonato Brasileiro, o Fluminense. Como Muricy foi vetado pelo Fluminense e não teve peito para contrariar seu clube, o presidente da CBF convidou outro treinador, Mano Menezes, técnico do Coríntians. Pois na rodada desse final de semana do Brasileirão, o Coríntians venceu, ultrapassou o Fluminense e assumiu a liderança.

Parece que Ricardo Teixeira só acerta quando erra…

 

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