O mundo tá virado numa jabulani III
1-A pior partida da Copa do Mundo, até agora, foi Inglaterra e Argélia. Parecia aquelas peladas de solteiros contra casados do escritório da firma. Rooney, o craque da Inglaterra, conseguiu a façanha de errar 110% dos passes que deu. Os times passaram o tempo inteiro entregando a bola um para o outro. A Lika ficou com sono. Eu fiquei irritado. Foram tantos erros que para salvar um pouco da dignidade do futebol o juiz deveria ter dado cartão vermelho para os vinte e dois jogadores e mandado todos de volta para casa.
2-E, por falar em dignidade, acho que a Lika matou a charada: vendo o desinteresse com que jogaram, por exemplo, França e Inglaterra, a impressão é que os jogadores estavam morrendo de tédio e se esforçavam não para vencer a partida, mas para achar um jeito de voltar o mais rápido possível para os bares da Champs Elysèes ou para os pubs da Trafalgar Square. É possível que o berro primitivo das vuvuzelas, o caos generalizado do trânsito e o ar algo tribal dessa Copa tenha feito com que as equipes de países desenvolvidos tenham se arrependido de ter embarcado para a África. Bom para seleções como a Argentina que jogam cada partida como um leão faminto lutando pelo jantar.
3-Aliás, por falar em Argentina, descobri um detalhe interessante. E, como “Deus está nos detalhes” segundo Mies Van Der Rohe, ou Le Corbusier, ou Friedrich Nietzsche, ou Albert Einstein, ou Miguelângelo, ou, ou, vale a pena refletir sobre ele. Sim, o detalhe. O melhor jogador do mundo da atualidade, segundo eleição da FIFA , e que tem sido o principal líder do time da Argentina nessa Copa, é Lionel Messi. Altamente técnico, cerebral, driblador. Pois, conforme estatística oficial, na última partida da Argentina contra a Coreia do Sul, o jogador mais veloz em campo foi, adivinhem? Lionel Messi. O que podemos concluir de um time onde o jogador mais importante, mais técnico e mais badalado também é o que mais corre? Leões famintos, leões famintos.
4-E, nada a ver com leões famintos, a Alemanha foi do céu ao inferno com a velocidade de um guepardo africano. Inacreditável ver um jogador com a experiência de Klose, titular absoluto de uma das seleções mais vitoriosas do Mundo, sério candidato a se transformar no maior goleador de toda a história das Copas, cometer duas faltas estúpidas e ser expulso aos 37 minutos do primeiro tempo. Depois, nada mais funcionou. O que confirma que é uma injustiça atribuir os fracassos aos desígnios do deuses. Messi não teve nada a ver com isso.
5-E, para quem acha que macheza é fazer cara feia e tratar todo mundo na porrada, vale a pena ler o texto do David Coimbra, Beijos que vencem.






Boa, boa!
EL GDM
Grande GD, precisamos revisitar nossos hermanos. Lá, O Teatro Colón é mais importante do que a Passarela do Samba…