Tirando a poeira

Eis que novamente deixo meu louvável blog meio abandonado. E, como sempre, desculpas não faltam. A mais importante delas é que algumas coisas realmente importantes andaram acontecendo nos últimos seis meses e uma etapa de mudanças que inicie em 1999 finalmente chega ao fim. Mas conto isso outra hora, provavelmente publicando o texto do Mar de Letras de agosto que está longo como gostam meus amigos mais afáveis e que explica essa história.

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Ando impressionado com a onda gigantesca de descobertas de corrupção no governo de Dilma Roussef. Está certo que, considerando quem é seu Vice-Presidente e seus aliados (a nata da oligarquia brasileira, liderada pelo grande cacique José Sarney), isso já era de se esperar. Só que não nesse volume surpreendente.

Mas o que impressiona mesmo é que a grande maioria desses Ministros de Estado e seus assessores eram membros do governo Lula, e foram herdados por Dilma. Ou seja, está provado mais do que nunca que o governo de Lula era um antro assombroso de corrupção, desvios de verbas públicas, superfaturamento e outras falcatruas.

Estava coberto de razão o Promotor-Geral da República Antônio Fernandes de Souza que indiciou, em 2007, quarenta membros do governo e assessores no episódio do mensalão. O problema é que o Ali-Babá encerrou seu mandato e passou o cargo para Dilma. Mas sua quadrilha ficou…

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Zero Hora fez uma série de reportagens em comemoração aos cinquenta anos do episódio da Legalidade, liderado por Leonel Brizola, ocorrido logo após a renúncia de Jânio Quadros e a mobilização militar para que seu vice, João Goulart, não assumisse a Presidência.

No final, fica a sensação de que o momento mais marcante de todo o episódio foi a decisão do General José Machado Lopes, Comandante do III Exército, de desobedecer a uma determinação direta do Ministro da Guerra, Odílio Denys, que o ordenou, em 28 de agosto de 1961, a: “compelir imediatamente o Sr. Leonel Brizola a pôr termo a ação subversiva que vem desenvolvendo…”, ordenando que “…empregue a Aeronáutica, realizando inclusive bombardeio, se necessário”. O General Machado Lopes havia chegado à conclusão de que Brizola agira mais rápido do que o III Exército e mobilizara não apenas a Brigada Militar, que ocupara vários pontos estratégicos em Porto Alegre, mas iniciara uma competente mobilização da sociedade civil através do rádio, que ficou conhecida como a Cadeia da Legalidade. Se ele cumprisse a ordem de Odílio Denys, haveria um violento derramamento de sangue. O Rio Grande do Sul esteve muito perto de uma guerra civil de consequências dramáticas.

 

Da série “Até o Pinóquio duvida…”

O inverno chegou com tanto rigor no Rio Grande do Sul que, em Gramado, o Jardim Zoológico da cidade foi obrigado a instalar um ar-condicionado no recinto dos pinguins! Sééééééério!

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Nos Estados Unidos, um condomínio de luxo contratou uma empresa especializada em testes de DNA para identificar e punir delinquentes e seus donos. Os criminosos são cachorros que depositam seus excrementos em jardins e calçadas. O objetivo é analisar as fezes dos cachorros pela comparação de DNA, identificar e punir os cagões. Sééééério!

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Na BR 386, no Rio Grande do Sul, um motorista de caminhão carregado com artigos de perfumaria e telefones celulares dirigia-se de Porto Alegre para Santa Maria quando teve a frente de seu caminhão cortada por um Astra. De dentro do automóvel saltou um bandido armado com uma escopeta, dependurou-se na janela do caminhão e fez o motorista dirigir por cerca de dois quilômetros para um local onde a carga seria roubada. De repente, surgiu ao lado do caminhão um outro automóvel, um Honda Fit, com cinco assaltantes usando toucas ninjas e portando armamento pesado. O primeiro bandido pulou da janela do caminhão, entrou no Astra pilotado por um comparsa e fugiu em disparada. Enquanto roubavam o caminhão, os assaltantes do Honda Fit informaram ao motorista do caminhão que iriam fuzilar os outros assaltantes porque eles estavam roubando cargas em um território que não lhes pertencia. Séééééééério!

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Notícias publicadas na Zero Hora de 29 de junho de 2011. Sééééééério!

 

Um pulo a Maceió

Viajar é sempre ótimo, mesmo a trabalho. Na semana passada, a ZF do Brasil promoveu sua Convenção Anual de Concessionários 2011 no Radisson Hotel, em Maceió. E lá fomos, a Lika e eu, unir o útil ao agradável. Rever velhos amigos, assistir a várias palestras sobre desempenhos de vendas e tendências de mercado e curtir as belas praias de Alagoas.

Primeiro, longas caminhadas pelas praias de Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca. Mesmo sendo praias urbanas, situadas no coração da capital alagoana, preservam a beleza natural típica do nordeste e mantêm-se limpas e bem cuidadas. Com largos calçadões, ciclovias e um ajardinamento caprichado, e abastecidas com uma grande quantidade de ótimos bares e restaurantes, essas praias nos proporcionaram um passeio delicioso por Maceió, com beleza visual e riqueza gastronômica. Além disso, o policiamento está presente, acrescentando também a sempre desejável sensação de segurança. Excelente.

No quesito gastronomia, acabamos experimentando um tal de chiclete de camarão, uma iguaria vendida por lá como especialidade de Maceió. Na verdade, é uma generosa porção de camarões médios flambados no conhaque e gratinados com cinco queijos. O nome chiclete fica por conta do visual do queijo derretido quando se espeta os camarões. Experimentamos o prato no Imperador dos Camarões, um restaurante bonito e sofisticado no calçadão da praia, com uma carta de vinhos razoável. Encontramos um Cabernet Sauvignon chileno de boa qualidade. Recomendamos.

Depois do passeio urbano, demos uma esticada até a Barra de São Miguel, onde pegamos um pequeno barco de fibra de vidro que nos levou através de uma bela piscina formada por arrecifes até a paradisíaca praia do Gunga. Belíssima e ainda pouco urbanizada, a praia do Gunga é uma dessas maravilhas brasileiras que encantam turistas e que ainda consegue se manter razoavelmente afastada do tumulto, da sujeira e da exploração imobiliária.

O que já não acontece com a praia do Francês, triste constatação que fizemos em nosso retorno. Estive lá há mais de vinte anos, surfando suas ótimas ondas, e lembrava do Francês como uma verdadeira representante do paraíso. Hoje, pouco resta da faixa de areia branca que se debruçava sobre um mar muito azul. Os bares e restaurantes, montados sobre pilotis ou guarnecidos com altos muros de pedra para se proteger das marés, avançam pela faixa litorânea roubando espaço na praia. Sobra uma pequena faixa de areia invadida por uma multidão de banhistas, vendedores ambulantes e incontáveis cadeiras e guarda-sóis. E tudo isso cercado por sacos plásticos, embalagens de sorvetes, copos descartáveis, papéis dos mais variados tipo e toda a variedade incrível de lixo e sujeira que o bicho homem produz com tanta competência. Nem uma batida de abacaxi servida na casca da fruta conseguiu afastar a sensação de tristeza transmitida pela praia ferida.

Como sempre podemos escolher as memórias que mais nos convém, voltamos para casa evocando as belas imagens da praia do Gunga e repetindo o costume de agradecer ao universo (e a nós mesmos) por mais uma oportunidade de praticar esse ritual que tanto nos fascina que é viajar.

Hotel Radisson, em Maceió, na praia de Pajuçara

A vista da nossa janela: as piscinas naturais de Pajuçara

ZF, a nossa anfitriã: trabalho antes do lazer

O calçadão bem ajardinado que liga Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca

Pimenta nordestina: a caveira da embalagem diz tudo

Caminhada acompanhada pelo sol do nordeste e o chimarrão gaúcho

Recifes naturais da Barra de São Miguel

Melhor não apertar a mão deste habitante marítimo

Praia do Gunga: beleza ainda preservada

Mirante na praia do Gunga

Duas maravilhosas belezas da natureza...

O famoso chiclete de camarão

Lembrando de nosso gatinho de estimação

Um brinde às viagens
 

Mar de Letras, que maravilha

MAR DE LETRAS – 23 a 28/05/2011

1-Este Mar de Letras começou com boas e más notícias: a má é que ele já arrancou atrasado mais uma vez. Na 2ª feira, tive que ir na empresa pela manhã: não havia conseguido fazer a programação financeira de toda a semana, desta vez menos por falta de dinheiro do que por falta de tempo; a boa notícia é que eu havia marcado para a 2ª feira de tarde uma nova reunião na Fritz & Frida, por solicitação deles. Havia um novo capítulo para ser escrito e vários detalhes da publicação do livro que precisavam ser discutidos. Foi uma tarde bastante agradável, conversando sobre literatura e histórias de vida, alternativas de capa e possíveis títulos, estrutura de layout e estratégias de divulgação. Ainda não há uma data definida para a publicação, mas as coisas voltaram a se movimentar depois de uma brusca parada no final do ano passado. Beleza!

Saindo de Ivoti já no final da tarde, parti rumo a Capão por um caminho diferente, passando por Campo Bom, Parobé e, antes de Rolante, pegando à direita rumo à Santo Antônio. Apesar de ter feito a maior parte do caminho à noite e debaixo de chuva, foi bom escapar do velho circuito da BR 116 e freeway. Dizem que ir para lugares conhecidos por novos caminhos ajuda a prevenir o mal de Alzheimmer. Poderei dar minha opinião assim que me lembrar quem diabo é esse alemão Alz.

2-Como, neste final de semana, fiz dezenas de churrascos ― na sexta com a Lika, no domingo ao meio-dia com meu pai e, no domingo à noite, na casa de um amigo, ― e cheguei a Capão já depois das oito da noite, não cumpri o saboroso ritual de colocar fogo na churrasqueira para comemorar o início do sempre digno de comemoração Mar de Letras. Me contentei com coxinhas de galinha na manteiga com um spaghetini Barilla no 3. Uma delícia, considerando que não era carne assada nas brasas.

3-E, por falar em excesso de churrasco, isso acabou influenciando também meu almoço de terça-feira. Eu havia trazido uns filés de salmão congelados que comprara no Makro e resolvi experimentar uma receita que vi em um desses programas culinários que infestam a TV atualmente: filé de peixe grelhado com batatas cozidas grelhadas na manteiga. Achei interessante a forma como o gourmet do programa havia preparado as batatas: deixe-as cozinhar, com casca, na água fervente. Quando estiverem mais ou menos macias, corte-as em cubos médios (pode deixá-las com casca), tempere com sal ou tempero completo e coloque-as em uma frigideira com um pouco de manteiga. Deixe-as dourar levemente, virando-as para que dourem todas as faces. Tempere o filé de peixe com tempero completo, pimenta e limão e grelhe, também na manteiga. Para contrabalançar o sabor da manteiga e do peixe e dar um frescor ao prato, pique uma boa quantidade de salsinha e cebolinha frescas e espalhe sobre a batata e o peixe. É um prato leve, saudável e delicioso. E facílimo de fazer. Ah, para acompanhar, claro, um bom vinho, de preferência um tinto leve como Pinot Noir, Cabernet Franc ou Carmenère. Salut!

3-No jornal de terça-feira li uma notícia que me deixou estupefato: um conhecidíssimo surfista gaúcho, pertencente a uma das mais tradicionais famílias do Estado, os Chaves Barcelos, assassinou a facadas o namorado de sua ex-esposa. O matador, Alemão Caio, com 54 anos; o morto, Zeca Bezerra, também surfista, com 50. Meus contemporâneos, famosas figuras da minha geração do surf, membros da classe alta, conhecidos personagens da elite gaúcha, com viagens e aventuras pelo Havaí, Indonésia e outros points famosos do surf mundial. De repente, envolvidos numa disputa amorosa que acabou numa tragédia que marcará suas famílias para sempre. Impressionante! Com essa notícia trágica na mente, cuia na mão e a garrafa térmica debaixo do braço, saí para uma longa caminha pela praia. E concluí mais uma vez que sou mesmo um rapaz de sorte.

4-Bom, não aconteceu na chegada mas aconteceu na tradicional quarta-feira: uma bela costela de ovelha foi para o fogo. Dia de churrasco, cerveja e futebol. Na TV, mais uma demonstração de que não existem jogos ganhos na véspera e que nem sempre uma vantagem conseguida numa partida é realmente decisiva. Em muitos campeonatos, a partir de uma determinada fase as disputas entre duas equipes passam a ser eliminatórias, com uma partida na casa de cada uma. E, em quase todas essas competições, o critério de desempate é o gol qualificado, ou seja, o gol marcado na casa do adversário. E aí, dependendo do resultado, se criam as falsas sensações de que a disputa já está vencida. Foi assim na Libertadores, onde o Internacional empatou em 1×1 com o Peñarol em Montevidéu e precisava apenas de um empate em 0×0 em pleno Beira Rio para seguir adiante na disputa. Perdeu por 2×1 dentro de casa. O Grêmio, na final do Campeonato Gaúcho, fizera 3×2 no Beira Rio e poderia, na sua casa, empatar e até perder por 1×0 ou 2×1 que seria o campeão gaúcho pelo quantidade de gols que havia feito no Beira-Rio. Entrou no gramado do Olímpico com a virtual faixa de campeão no peito. Pois tomou três gols em casa, foi conseguir o placar de 3×2 já no final da partida, deixando tudo igual ao primeiro jogo, e acabou derrotado nos pênaltis. Quarta-feira aconteceu o mesmo com o Avai, time catarinense que vinha fazendo uma campanha espetacular na Copa do Brasil. No Rio de Janeiro havia empatado em 1×1 com o Vasco da Gama e no jogo da volta, em Florianópolis, precisava apenas de um empate em 0×0. Entrou em campo ovacionado por uma imensa e fanática torcida, entusiasmada com a possibilidade de um time pequeno como o Avaí conquistar um torneio tão importante que lhe daria a possibilidade de disputar a Libertadores da América, o mais importante campeonato do continente. Pois aos três minutos, em uma bola cruzada para a área, um zagueiro do Avaí pula e cabeceia de raspão contra o próprio gol. Um a zero para o Vasco. A partir daí o time catarinense ficou ansioso e não conseguiu se impor a um Vasco que fazia uma brilhante partida, com trocas de passes precisas e uma dupla de atacantes, Diego Souza e Alecsandro, criando jogadas brilhantes. Final: 2×0 para o Vasco, Avaí eliminado e mais uma prova de que as vantagens podem ser ilusórias e que jogo de futebol só termina no apito final do juiz.

5-O último texto do livro da Fritz & Frida que estou escrevendo gira em torno de políticas fiscais e o mal que impostos demasiadamente elevados ou mal formulados fazem aos negócios e à sociedade em geral. Estamos cansados de ouvir que o governo cobra muito e gasta mal. E este desperdício de um dinheiro que foi arrancado de pessoas que trabalharam muito para conquistá-lo se dá através de duas pragas que caracterizam a atividade do governo: incompetência e corrupção.

Mas há um outro aspecto igualmente grave e que poucas pessoas se dão conta: é da natureza do governo gastar mal. E isso acontece porque os governantes não produzem riquezas, mas são meros intermediários que as tiram de uns e entregam à outros (ficando, claro, com a maior parte a título de salários e corrupção). Há uma historinha que não canso de repetir e que exemplifica bem isso. Imagine que você vai comprar um presente para alguém. Agora imagine três situações: na primeira, você compra um presente com seu dinheiro para dá-lo a uma pessoa que você não conhece. Nesse caso, o aspecto mais importante é o preço. Você vai comprar algo bem barato, não dando muita importância para a qualidade. Agora imagine você comprando um presente para você mesmo, mas com o dinheiro dos outros. Nesse caso, o preço pouco importa. Afinal, não é você que vai pagar. O mais importante é a qualidade. Finalmente, temos a situação em que você vai comprar um presente com o dinheiro dos outros para dar a um desconhecido. Nesse caso, nem o preço e nem a qualidade são muito importantes. Se você pagar caro (levando uma comissão) e comprar uma porcaria, não vai fazer muita diferença. Pois administradores públicos, na maioria das vezes, estão fazendo exatamente isso: pegando um dinheiro que não é deles e comprando coisas para pessoas que não conhecem.

Imagino algum funcionário público lendo essas bem argumentadas linhas e partindo em defesa da classe: “Não é verdade! Há pessoas honestas que, inclusive, por gastarem um dinheiro que não é seu, tomam mais cuidado do que se fosse seu próprio salário”. Até pode ser. Exceções existem em todos os lugares. Mas infelizmente, conforme os noticiários, a realidade tem sido ainda pior do que a teoria.

6-Na quinta-feira o dia estava frio e chuvoso. Saí para caminhar já perto do meio dia, fiz o aprazível circuito da beira-mar pelo calçadão, depois passei na prefeitura para pegar o carnê do pagamento do IPTU do apartamento, fui até a agência do Itaú para abrir uma chamada conta eletrônica (na qual eles alcançam o objetivo supremo de qualquer banco que é não deixar a sua disposição nenhum funcionário – nem caixa, nem gerente, nem porteiro ‒ além de não lhe dar um talão de cheques com o qual você os inferniza na maldita tarefa de compensação) e depois passei no supermercado para comprar os ingredientes que faltavam para meu almoço e janta. A ideia era, em função do tempo pouco amistoso, encerrar por aí minhas saídas do dia. Mas não deu.

Já quase escurecendo, com o tempo mais firme, recebi aquele chamado irrecusável do mar. Desci até a rua, atravessei a avenida e, quando já me virava na direção do calçadão para iniciar uma lenta caminhada contemplativa, recebi um reforço do chamado. Caminhei pela areia até a beira do mar e fiquei olhando as ondas quebrarem na rebentação, tendo como moldura um céu azul-turquesa que começava a se tingir do tom róseo do pôr do sol. Ali estava, na minha frente, aquele espetáculo divino, aquela plasticidade inebriante da qual já falei aqui tantas vezes mas que não canso de exaltar. E me veio aquela sensação de infinita paz e reverência, aquele ânsia de fazer um profundo agradecimento, uma vontade de me ajoelhar e agradecer em infindáveis genuflexões a algum ente divino ou à ordem cósmica pela oportunidade de estar aqui e de desfrutar desse sentimento visceral.

Talvez alguns amigos coloquem essas adocicadas linhas na categoria de “viadagem”, não sem alguma razão.Mas vale o risco, vale o risco…

7-Esses idolatrados Mar de Letras têm como objetivo principal focar minha ainda claudicante carreira literária, envolto nesse ambiente marítimo que tanto me fascina. Mas eles também servem para resgatar alguns prazeres que, nessa caminhada meio atribulada, acabam abandonados à beira da estrada da vida. Nos últimos dias tenho conseguido dedilhar um pouco meu violão, desenferrujando os dedos há tanto distantes das cordas e dos acordes. E, em especial, tenho me esforçado para tocar a belíssima When I need you, de Albert Hammond, que descobri meses atrás em um programa do Multishow. Para quem tem um amor verdadeiro, recomendo. Veja aqui: http://www.youtube.com/watch?v=7kN0it5yK4s. É de arrepiar! Aqui, a tradução da letra: http://www.youtube.com/watch?v=PfMbn4NjnSA.

O sempre espetacular nascer do sol

Salmão com batatas grelhadas na manteiga: funcionou

O pôr do sol entre os edifícios de Capão da Canoa

 

Sapucaia do Sul

Nesta quinta-feira, tive a oportunidade de realizar um trabalho na Escola Estadual de Ensino Fundamental de Sapucaia do Sul. Junto com meus parceiros escritores Walmor Santos e Sérgio Napp, fomos recebidos por simpáticas professoras e por mais de uma centena de alunos.

Primeiramente, cada um de nós se reuniu individualmente com as turmas que haviam trabalhado seus livros. Neste encontro, conheci as duas turmas de 8ª série, dos turnos da manhã e tarde, e conversamos acaloradamente sobre os motivos para se estudar português (e eles existem, acredite!) e sobre meu livro Deus está morto? Depois, tivemos a oportunidade de conversar com todas as turmas reunidas e discutir um pouco sobre os gêneros literários conto, poesia e crônica.

É sempre gratificante encontrar escolas que investem em projetos de leitura. No momento em que todos os meios de comunicação e a sociedade em geral discute o grave problema da falta de qualidade na educação brasileira, encontrar exemplos de quem está trabalhando de verdade para reverter essa situação é um alento. E a valorização da leitura é uma das ações que melhores resultados traz na qualificação da educação.

Meus parabéns a todas as professoras e diretores da Escola de Sapucaia do Sul. São exemplos como esse que trazem esperança para a educação do Brasil.

Uma simpática recepção aos escritores

Os livros que foram trabalhados

Alguns alunos da oitava série que trabalharam Deus está morto?

Alunos reunidos para a conversa sobre poesia, conto e crônica

Um auto-retrato

 

Sobrenatural de Almeida

Sobrenatural de Almeida esteve lá. O sinistro personagem de Nelson Rodrigues, que costumava empoleirar-se no travessão da goleira do Fluminense, time do coração do genial escritor carioca, e aprontar as mais inacreditáveis artimanhas, esteve no Olímpico na tarde de domingo, onde decidia-se o título do Campeonato Gaúcho de Futebol.

O tempo, úmido e chuvoso e que de repente deixava surgir por entre as nuvens raios brilhantes de sol, já insinuava uma tarde de acontecimentos inesperados. O Grêmio entrou em campo praticamente como campeão, após ter vencido a partida anterior, em plena casa do Internacional, pelo escore de três a dois. A vitória daria o título ao Grêmio. O empate daria o título ao Grêmio. Até mesmo uma derrota por um a zero ou dois a um daria o título ao Grêmio, pois o primeiro critério de desempate era o de gol qualificado, isto é, os gols marcados na casa do adversário.

Já o Inter entrou no gramado desacreditado, com um técnico contestado pelos próprios jogadores e um histórico recente de derrotas vexatórias (além da própria derrota no último clássico, os inesquecíveis vexames contra o Mazembe, pelo mundial, e contra o Peñarol, pela Libertadores).

Nesse clima, o jogo começou com Sobrenatural de Almeida provavelmente cochilando em algum canto do vestiário. O Grêmio impôs-se desde o início com o estilo de jogo ofensivo do seu técnico, Renato Gaúcho, e tomou conta da partida. Dominou o meio de campo, avançou com dois atacantes agudos sobre a defesa colorada, Viçosa e Leandro, e não demorou para abrir o placar. Não bastasse já carregar a vantagem da vitória no último jogo, agora o Grêmio tinha um a zero a seu favor e um volume de jogo que encurralava o Internacional no seu campo. Uma goleada se desenhava no Olímpico.

Então Sobrenatural de Almeida, talvez incomodado pela algazarra festiva da torcida tricolor, deve ter acordado e resolvido entrar em campo. Na passagem, tropeçou no técnico Falcão que, paralisado na beira do gramado em sua fleugma angustiada, deve ter levado um susto com o esbarrão daquela figura soturna e resolveu mexer na equipe. Colocou em campo Zé Roberto, que até então não realizara nenhuma partida digna de nota pelo Inter, e o jogo mudou de figura. O Inter passou a trocar passes com mais rapidez e a chegar ao ataque. Leandro Damião, antes completamente isolado entre os zagueiros gremistas, ganhou um companheiro para articular as jogadas. E foi exatamente dos pés de Zé Roberto, após um lance de linha de fundo, que surgiu o cruzamento para o oportunista Leandro Damião empatar a partida.

Mas Sobrenatrural de Almeida não estava satisfeito. O domínio do Grêmio havia desaparecido e as duas equipes faziam uma partida equilibrada, priorizando o ataque e jogando de forma agressiva. Mas foi o Inter que voltou a marcar, com um chute de fora da área de um Andrezinho que há vários minutos se arrastava mancando pelo campo. O resultado de dois a um ainda dava o título ao Grêmio em função do critério de gol qualificado. Mas, a essa altura, a angústia já se espalhava pela torcida tricolor. Bastava apenas mais um gol e a história mudaria completamente: o título seria do Inter. E o gol veio de um pênalti duvidoso já aos trinta minutos do segundo tempo. Com três a um no placar, o campeão passava a ser o Internacional.

Pavor nos mais de quarenta mil tricolores que lotavam o Olímpico. Pavor nos onze jogadores do Grêmio que passaram a errar passes, abalados pelo medo e pela angústia. Parecia que o destino da partida estava selado. Mas Sobrenatural de Almeida queria mais. Precisava aprontar mais uma surpresa, criar mais um lance inesperado. E ele veio num cruzamento sobre a área colorada. O goleiro Renan saltou em uma bola fácil, agarrou a pelota e, ao cair, trombou com um zagueiro da sua equipe e soltou a bola nos pés de Borges, que recém havia entrado em campo. E o atacante gremista empurrou para as redes. Três a dois, mesmo placar do jogo anterior no Olímpico, só que para o Inter, o que levava a decisão para os pênaltis. O Grêmio ainda teve mais duas oportunidades vivas de gol, a última com Lins mergulhando de bico na bola, dentro da pequena área, com o gol vazio à sua frente, e conseguindo inacreditavelmente jogar a bola por cima do travessão. Vieram os pênaltis. E aí, o goleiro que havia falhado no primeiro grenal, que havia falhado terrivelmente nesta partida, se redimiu e, milagrosamente, defendeu três penalidades máximas.

Contra todos os prognósticos, contra a certeza de vitória tricolor, contra o descrédito da torcida em relação ao seu técnico e jogadores, o Internacional sagrou-se Campeão Gaúcho de 2011. E o Grêmio, que fora consistentemente superior na primeira partida da decisão, em pleno Beira-Rio, que fora muito superior em quase todo o primeiro tempo no Olímpico, e que jogara de igual para igual o resto do tempo, com garra e determinação, sem se deixar contaminar em nenhum momento pelo clima de vitória antecipada, acabou derrotado nos pênaltis, em pleno Estádio Olímpico, diante de mais de quarenta mil torcedores estupefatos.

E Sobrenatural de Almeida, certamente, saiu do Olímpico entoando sua sinistra gargalhada.

 

A ilusão da alma

Acabei de ler A ilusão da alma, de Eduardo Giannetti. Um livro instigante. Giannetti é um economista renomado que faz incursões pela área da filosofia e outros campos do conhecimento.

Nesta obra, ele faz uma visita à neurociência para discutir uma questão filosófica: a relação mente vs corpo ou, no caso, a relação mente vs cérebro. Entende-se por mente as entidades imateriais resultantes do pensamento: desejos, medos, alegrias, desilusões. E por cérebro a entidade física, aquele pedaço de massa cinzenta e gosmenta que habita nossa caixa craniana.

Escrito na forma de um romance, tem como protagonista um professor de literatura que, de repente, descobre possuir um tumor no cérebro. Uma operação delicada o deixa com seqüelas físicas (uma surdez parcial) e, principalmente, com uma obsessão intelectual: com suas faculdades mentais alteradas antes de ter o tumor extirpado, ele resolve estudar a relação entre mente e cérebro. E, nessa cruzada, embrenha-se numa teoria chamada fisicalismo. Literariamente, o livro é fraco, com uma linguagem truncada e o abuso de descrições ao invés de relatos de ação. Mas a discussão sobre as implicações do fisicalismo, que aos poucos vai tomando conta do protagonista, consegue prender a atenção.

A grosso modo, essa teoria defende que tudo que faz parte da realidade é algo físico. Com o avanço da ciência, nós passamos a aceitar mais facilmente esta possibilidade. Fenômenos naturais que antigamente eram “coisas dos deuses – ou do demônio”, como raios ou trovões, passaram a ser explicados como descargas elétricas e choques de ondas sonoras. Ou seja, fenômenos físicos.

Mas o que tem a ver a teoria do fisicalismo com a discussão cérebro vs mente e, mais especificamente, com o livro do Gianetti?

É possível aceitar que a dor provocada por uma mordida de um inseto seja um fenômeno físico, provocado pela injeção de uma toxina em nosso organismo que ataca determinadas células e que nosso organismo registre isso como uma sensação desagradável. Até mesmo nosso sentimento de fome é explicado pela liberação de determinado hormônio, quando nosso estômago encontra-se vazio,  que comunica ao cérebro que há a necessidade de ingestão de alimentos. Mas como explicamos a saudade? O amor? A ambição?

Cientistas há muito associaram várias sensações que julgávamos ser resultado exclusivo de “pensamentos” a determinados elementos químicos liberados (ou em falta) em nosso organismo. Mas a crença que tínhamos é que era o nosso “sentimento”, isto é, a nossa mente que agia sobre o cérebro e provocava tais desequilíbrios químicos que acabavam se manifestando como dor, tristeza, angústia ou apatia. Mas os fisicalistas afirmam que é o contrário: são determinados estímulos cerebrais que provocam o pensamento.

Por exemplo, nós achamos que ao tomarmos a decisão mental de erguer um braço, por exemplo, esse desejo é comunicado ao nosso cérebro que envia a ordem para nossos músculos e assim realizamos essa ação. Pois o fisicalismo afirma que a ação de erguer o braço não é uma decisão racional de nossa mente, mas uma ação provocada por um estímulo que ocorre em determinado local do cérebro, de causa ainda desconhecida, e que essa decisão é comunicada à nossa consciência.

Os neurocientistas já tinham pistas nesse sentido quando implantaram vários eletrodos no cérebro humano e estudaram quais as áreas do cérebro eram estimuladas quando o paciente, por exemplo, era colocado diante de uma cobra e sentia medo. Na sequência, através de impulsos elétricos, eles estimularam a mesma região do cérebro e descobriram que o paciente sentia o mesmo medo, só que sem existir cobra nenhuma.

Mas a descoberta mais perturbadora foi quando os cientistas não apenas identificaram que área do cérebro era estimulada quando executávamos determinada ação ou tínhamos determinado sentimento, mas detectaram que o estímulo do cérebro era anterior à decisão do ato ou à sensação da mente. Isto é, quando erguíamos o braço, não era a mente que tomava essa decisão e a comunicava ao cérebro, mas o inverso. O estímulo cerebral era anterior ao pensamento consciente. Ou seja, era o cérebro que decidia levantar o braço e “comunicava” à mente, dando a falsa impressão de que a decisão havia sido um ato consciente da pessoa.

As implicações disso são aterradoras! Essa teoria simplesmente nos informa que a ideia de livre arbítrio é uma farsa, que o suposto controle que temos sobre nossas ações é uma impostura. Tudo o que acontece conosco, do bater do coração ao funcionamento dos intestinos, do desejo de tomar uma cerveja à decisão de viajar pelo exterior, não é fruto de nosso intelecto ou atitudes que resolvemos adotar racionalmente para nossas vidas, mas resultado de estímulos cerebrais de origem desconhecida que manipulam nossa existência.

Durante séculos acreditamos no dualismo mente-corpo, uma espécie de extensão da ideia de alma e corpo, de física e metafísica, de mundo tangível e intangível. Os fisicalistas afirmam que essa ideia é falsa. O universo (e o homem como parte dele) é regido apenas por um conjunto de leis que se aplicam a todos os fenômenos. E esses fenômenos são apenas físicos.

Como diz o título do livro de Giannetti, a alma é uma ilusão.

O livro de Eduardo Giannetti

 

Frases mortais I

A médica recém-formada diz para House:

-Por que eu acho que tenho sempre que dizer a verdade?

Ele responde:

-Ou porque você é muito ingênua ou porque tem caráter. Não sei qual o pior.

Espero que só se aplique a diagnósticos médicos…

 

A superação japonesa

Passada a comoção inicial, é possível olhar para o episódio do terremoto que atingiu o Japão, seguido de ondas gigantescas que devastaram várias cidades, com uma visão mais reflexiva. Não foram apenas a destruição física e os dramas pessoais do povo nipônico que se transformaram em assuntos mundiais; passou-se a discutir também a disciplina e a solidariedade das pessoas, bem como a incrível capacidade de superar dificuldades e reconstruir estradas, cidades e vidas a partir dos escombros. Não faltaram, por exemplo, comparações com episódios semelhantes ocorridos no Brasil e no Haiti, onde violência, roubos e saques surgiram logo após o primeiro alagamento, deslizamento ou tremor de terra.

Por que o comportamento dos japoneses é tão distinto do da maioria dos outros povos? Sem dúvida que grande parte da explicação está na cultura do povo, em uma tradição de valores e atitudes que estão firmemente arraigados na história dessa nação.

Quando mencionamos tradição e valores culturais, isso às vezes soa um pouco indefinido. Afinal, do que estamos falando, exatamente ? Para trazer mais clareza a essa discussão e permitir que o trágico episódio japonês nos permita refletir sobre nossos próprios valores culturais, enumero abaixo os dez pontos que fazem parte do Bushido, o Código de Conduta dos Samurais, e que forma a base da cultura japonesa. Comparando os valores que eles cultuam (e respeitam) com as atitudes de brasileiros e haitianos, apenas para ficarmos nos exemplos citados, começamos a encontrar explicações sobre o comportamento respeitoso e a incrível capacidade de recuperação dos japoneses.

Esse código de conduta dos guerreiros Samurais prescreve:

1. A busca de uma morte digna. O samurai deve estar pronto para morrer a qualquer momento.
Aqui, a ideia é de que existe um código de valores cujo respeito confere dignidade. O acerto de contas com o universo não é em um ponto distante do futuro, muito menos em uma outra vida que ainda comporta arrependimentos e perdões inesgotáveis. Viver com dignidade é um exercício diário, é uma atitude a ser tomada aqui e agora. Nada de “jeitinho brasileiro”, “deixa para depois” ou “não faça hoje o que você pode empurrar para amanhã”, características de nosso código de valores.

2. A preservação da honra pessoal, de seus ancestrais e de seu senhor.
O mais valioso bem de qualquer pessoa não é sua casa, seu carro, seu Iphone ou o poster do Justin Bieber. Nem mesmo beleza ou felicidade. O mais valioso bem é a honra, que se traduz como um comportamento digno, condizente com os valores culturais. E esse comportamento não é apenas individual, mas também em relação aos ancestrais (com grande respeito aos mais velhos) e às autoridades.

3. Ao falhar ou manchar sua honra, dos ancestrais ou de seu senhor, o samurai deve cometer o suicídio ritual, o seppuku;
No Brasil, saiu de moda até mesmo pedir desculpas…

4. O guerreiro deveria sempre carregar consigo o seu par de espadas. A espada era a sua alma.
A analogia que permite compreender esse valor é considerar a espada como a ferramenta, o instrumento, a habilidade do indivíduo. Cada cidadão deve dominar um ofício e executá-lo com a máxima dedicação e perfeição possíveis. Isso inclui NÃO bater o ponto, colocar o casaco na cadeira da repartição pública e sair para o cinema ou para as casas de massagens.

5. Ser corajoso. Melhor morrer do que ser chamado de covarde.
o conceito de coragem, fora de um contexto de guerra, está intimamente associado a capacidade de agir conforme o código de conduta. A pessoa não deve recuar diante de dificuldades que lhe impeçam de manter sua dignidade.

6. Ser justo e benevolente com os mais fracos, mas exigir respeito.
A força e a habilidade com as espadas que os Samurais possuiam jamais podia ser usada para humilhar ou submeter injustamente os mais fracos. No entanto, os conceitos de justiça e respeito dependiam muito da decisão do próprio Samurai. Não era uma sociedade tolerante ou afetiva, e isso ajuda a superar momentos de dor.

7. Manter sua palavra a qualquer custo.
Não há como se falar de honra ou dignidade sem absoluto respeito à verdade. A palavra empenhada, mais do que um compromisso, é um componente da honra. No Brasil, a lei que nos rege é a da conveniência. Cumprir promessas não apenas está fora de moda: é coisa de otário.

8. Dedicar-se às artes como forma de aperfeiçoamento.
São famosas as alusões aos jardins japoneses ou à forma como eles treinavam a caligrafia. A própria luta dos Samurais tem muito de dança, de expressão artística, de culto à beleza dos movimentos. Há uma íntima relação entre a arte e a busca da perfeição, a valorização da alma

9. Ter gratidão à família e às pessoas que o ajudaram.
No Brasil, se respeita muito as pessoas que PODEM nos ajudar.

10. Lealdade ao seu senhor e dedicação ao trabalho.
Apesar do traço fortemente feudalista, há por trás dessa crença a valorização da autoridade (e não entenda-se apenas como autoridade hierárquica, mas também autoridade moral). A hierarquia é fundamental para a manutenção da ordem (principalmente em regiões superpovoadas), e o trabalho e o respeito aos mais sábios é uma forma de garantia da sobrevivência e do desenvolvimento.

Não estou fazendo apologia à cultura japonesa (nem ao código dos samurais). Mas é sempre bom lembrar que colhemos aquilo que plantamos.

 

Motos e moranguinhos

Como minha amada resolveu fazer um up-grade na carreira através de uma pós-graduação na ESADE, dois sábados por mês ela tem aula o dia inteiro. Com isso, reativei o velho e delicioso hábito de pegar minha moto e praticar um dos rituais mais valorizados pelos motociclistas:  curtir o sábado na estrada, do qual já falei aqui.

Neste final de semana,  havia encontro de motos em Bom Princípio, cidade famosa como a Terra do Moranguinho.  Não por acaso, o encontro se chamou, criativamente, de Moto Morango. E não faltou, no Parque Municipal onde foi realizado o evento, além do morango gigante que serve de portal na entrada, várias bancas vendendo espetos de moranguinho coberto de chocolate, moranguinho com chantilly, torta de moranguinho e outras tantas variações do quitute típico.

Mas também havia um belo dia ensolarado, centenas de motos dos mais diferentes modelos e cilindradas, cerveja gelada e alguns bons amigos.

Muito bom esse curso da Lika.

Mais detalhes sobre o encontro em http://www.pirex.blog.br/primeiro-moto-morango-02042011/

Amigos e risadas: a melhor parte da motokada

A nova Shadow 750

O moranguinho gigante

Uma clássica

Outra clássica

O amigo e blogueiro Piréx com seu modelito tartaruga-ninja

Uma bicicleta custom motorizada

A impressionante Suzuki B-King

Uma moto-penduricalhos: "excêntricos" na estrada

Quase uma limusine

Por falar em "excêntrico"...