Preciso de férias…
Hoje consegui ter uma boa visão da diferença entre expectativas (ou desejos) e circunstâncias (ou responsabilidades).
Acordei cedo, cevei um mate e comecei a compor, mentalmente, as tarefas do dia. Então senti uma vontade enorme de escrever, de escrever bastante, apenas escrever. Retomar reflexões perdidas, outras abandonadas, outras ainda embrionárias em um útero pouco fértil (ou preguiçoso?). Sem falar, claro, nas natimortas (que todo escritor sonha em, um dia, encontrar tempo e inspiração para ressucitá-las).
Mas não posso. Há uma lista quase bíblica de coisas por fazer! Compromissos profissionais urgentes saindo do horário comercial e invadindo a noite e o final-de-semana; textos, resenhas, projetos, leituras e outra infinidade de trabalhos típicos de final de semestre na faculdade; minhas últimas aulas como professor nessa incrível experiência que foi o estágio obrigatório na Escola Plácido de Castro; eventos comemorativos de amigos; dissabores familiares; e a tentativa de divulgar (com a atenção merecida) o lançamento do meu novo livro.
Claro que tudo isso está aí porque eu inventei. Mas está pesado demais.
No final, o que mais me entristece é não poder dar a importância e sentir o prazer que cada uma dessas coisas merece. Se elas estão aí por minha culpa, é porque tinham importância. E é uma demonstração de burrice investir num novo amor para simplesmente ignorá-lo.
…





