Retrospectiva 2009

Apesar da excelente performance de Silvio Berlusconi, dois outros candidatos disputam o título de Maior Fanfarrão de 2009.

O mais histriônico (e menos inofensivo) é Hugo Chavez, com sua incansável Ópera Bufa “A Revolução Bolivariana”. Apesar da canastrice e do enredo da século retrasado, ele conta com muitos admiradores e um séquito de bajuladores, grande parte deles no Brasil.

Correndo por fora aparece Manoel Zelaya, cujo chapéu de mafioso colombiano só não perde em ridículo para os trajes antropofágicos de Evo Morales. Na verdade, Manoel Zelaya seria apenas mais um tiranete desimportante e fracassado se não fosse a notoriedade que lhe foi concedida pelo Brasil, ao abrigá-lo na sua embaixada e endossar-lhe as pretensões golpistas. Mas o que lhe vale a indicação para a Medalha de Ouro de Maior Fanfarrão do Ano de 2009 não são seus discursos populistas ou sua imitação rasteira do J.R. da série Dallas: é a foto que mostra o estadista de botequim esparramado num sofá da embaixada brasileira, com o chapéu sobre o rosto, num retrato perfeito de sua estampa de bufão.

Diferente da acirrada disputa que pode lhes conceder o primeiro lugar no pódio, os povos dos países dos dois concorrentes têm destinos bem distintos. Honduras, ao destituir o presidente golpista e convocar novas eleições, honra sua Constituição e consolida sua democracia. Já a Venezuela, ao conceder através de plebiscito o direito a Hugo Chavez de se candidatar eternamente ao cargo de Presidente, soterra a democracia sob a mortalha do populismo caudilhesco.

Minha mãe tinha uma boa frase para isso: bem feito!

 

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