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	<title>O Jardim do Diabo &#187; Marcel Granier</title>
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	<description>A mente desocupada é o Jardim do Diabo</description>
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		<title>Fórum da Liberdade</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 02:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kleber Boelter</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Assistir ao Fórum da Liberdade é sempre um exercício revigorante para o intelecto. Principalmente quando existem idéias contraditórias e podemos tirar conclusões a partir de nossas próprias deduções. Ou podem tirar conclusões aqueles que possuem, no mínimo, dois neurônios realizando sinapses (o Tico e o Teco). Não pude assistir a todas as palestras, mas o que vi (e ouvi) foi suficiente para confirmar algumas convicções e ver repetidos alguns exageros.</p>
<p><strong>Tiro no pé</strong></p>
<p>O principal convidado do Fórum da Liberdade desse ano como representante das idéias socialistas foi o Professor João Quartim de Moraes, um estudioso de formação marxista e adepto da teoria de que, no futuro, o capitalismo desembocará, fatalmente, em uma sociedade socialista. Mas sua palestra (e seus argumentos) foram por demais claudicantes diante dos atuais fatos históricos, como a comparação entre os resultados práticos da Alemanha e da Coréia Comunistas frente às suas irmãs gêmeas capitalistas ou o sempre desconcertante hábito dos cubanos de fugirem do paraíso socialista em balsas de borracha através de mares infestados de tubarões para desembarcar na cruel, desumana e pavorosamente capitalista Miami.</p>
<p>Mas o grande tiro no pé acabou sendo dado pelo mega-executivo Carlos Ghosn, Presidente do Conselho de Administração e Diretor Executivo da Renault e da Nissan Motor. Convidado como expoente do mundo empresarial e defensor da economia de mercado, acabou elogiando envergonhadamente a intervenção dos governos na recente crise mundial, achando que agiram muito bem governantes franceses e americanos ao transferirem milhões de dólares dos contribuintes para as empresas automobilísticas ameaçadas de falência. Sua justificativa não poderia ter sido melhor invocada por esquerdistas de todos os matizes: o salvamento de empregos. Entre eles, obviamente, o próprio.</p>
<p><strong>As raposas e o galinheiro</strong></p>
<p>O painel sobre capitalismo, que deveria ser um dos mais importantes e merecedor, por certo, de sólida e vigorosa argumentação, acabou sendo entregue a dois banqueiros (Armínio Fraga, ex-Presidente do Banco Central, e Pedro Moreira Salles, Presidente do novo colosso bancário Itaú-Unibanco) e a um executivo estrangeiro que veio fazer média porque está abrindo negócios no Brasil.</p>
<p>Não foi apenas um painel monótono: comandado por dois representantes de um setor da economia que é visto com desconfiança por boa parte da sociedade, acabou pecando pela falta de credibilidade.</p>
<p><strong>Divertido mas nada a ver</strong></p>
<p>O palestrante que mais mexeu com a platéia, entre aqueles a que assisti, foi o renomado articulista de Veja e defensor meio circense dos administradores do Brasil, Stephen Kanitz. Gastou seu tempo fazendo propaganda de si próprio e tentando provar que os verdadeiros heróis da nação brasileira são os administradores. Foi o momento Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo do fórum.</p>
<p><strong>Boas idéias</strong></p>
<p>Mas teve coisas boas (e outras coisas ainda melhores) nas palestras a que assisti.</p>
<p>O discurso de Marcel Granier, presidente da RCTV, a emissora perseguida e fechada por Hugo Chavez na Venezuela, foi emocionante. Ao invés de demonstrar ódio e atacar Chavez, Granier exaltou a importância da liberdade de imprensa e o trabalho árduo (e perigoso) no qual estão envolvidos todos aqueles que tentam resistir à ditadura chavista. E ressaltou a difícil tarefa de vencer o medo.</p>
<p>Juan Fernando Carpio Tobar-Subía, professor de economia no Equador, fez uma palestra magistral. Densa, cheia de informações e exemplos e, ao mesmo tempo, divertida. É dele uma afirmação instigante: é repetida com insistência a tese da exploração dos países mais pobres pelos países mais ricos, principalmente em relação ao comércio de commodities e matérias primas. Afirma-se que os países ricos compram produtos baratos (ferro, alumínio, petróleo, carne, bananas) e revendem produtos industrializados caríssimos. Pois Fernando Carpio afirma que exploração de verdade é alguém oferecer um cacho de bananas ou um barril de óleo gosmento em troca de um Ipod.</p>
<p>Outro fato interessante que aconteceu foi a confissão, mesmo que disfarçada, feita por Quartim de Moraes, o socialista, de que a Rússia, em determinado momento de crise de produção de alimentos e de fome generalizada, permitiu que algumas comunidades de camponeses passassem a produzir alimentos sem o controle do Estado, em um sistema de liberdade, entregando apenas parte da produção como imposto, ao invés de entregar toda a produção e depois receber de volta cotas de racionamento de alimentos. O aumento de produtividade foi tremendo! Lembrou um pouco os cubanos que criam porcos e galinhas nos seus apartamentos, escondidos do governo, para terem uma alimentação melhor.</p>
<p>Outra questão que surgiu em mais de uma palestra do Fórum da Liberdade foi considerações sobre a pobreza no mundo, principalmente na palestra de Eduardo Marty, um argentino muito bem articulado. Todos os dados comprovam que houve um significativo aumento da riqueza em todos os continentes. E que esse crescimento foi bem mais acentuado nos países que optaram por sistemas econômicos de mercado. O padrão de vida de um cidadão de classe média nos dias atuais é superior ao de um rei da Idade Média.</p>
<p>Por falar nessa questão, Fernando Carpio propôs um exercício de raciocínio interessante. Ele pediu que se imaginasse esse rei medieval entrando em uma máquina do tempo e vindo aos dias atuais. Aqui, ele visitaria a casa de um cidadão rico e a de um cidadão pobre. O que mais impressionaria esse visitante do tempo? As diferenças ou as semelhanças entre as duas residências? É claro que seriam as semelhanças. Esse rei, que nunca viu uma geladeira ou um fogão a gás, encontraria ambos nas duas casas. De marcas e qualidade diferentes, é certo, mas ambos estariam presentes, tanto para o rico quanto para o pobre. Encontraria também, para seu total espanto, coisas incríveis como televisão e rádio. E encontraria em ambas as residêncais a maior invenção de todos os tempos, o utensílio mais útil e revolucionário que se pode imaginar: o banheiro. Para um rei que fazia suas necessidades em um penico e as guardava debaixo da cama, o banheiro é muito mais revolucionário do que o Ipod ou a internet.</p>
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