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	<title>O Jardim do Diabo &#187; Política</title>
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	<description>A mente desocupada é o Jardim do Diabo</description>
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		<title>Os desabamentos no Rio de Janeiro: a pergunta que faltou</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 19:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kleber Boelter</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[O recente episódio dos desabamentos na região serrana do Rio de Janeiro produziu cenas e histórias de uma dramaticidade chocante. As imagens de destruição, desespero e morte foram assombrosas e não há como não ficar impressionado e comovido com a angústia e o sofrimento daqueles que foram atingidos por essa catástrofe. Mas há uma questão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O</strong> recente episódio dos desabamentos na região serrana do Rio de Janeiro produziu cenas e histórias de uma dramaticidade chocante. As imagens de destruição, desespero e morte foram assombrosas e não há como não ficar impressionado e comovido com a angústia e o sofrimento daqueles que foram atingidos por essa catástrofe. Mas há uma questão que não se enquadra nos manuais do “politicamente correto” e que precisa ser encarada.</p>
<p>Muito se especulou sobre os motivos que desencadearam uma calamidade de tamanha proporção e assistimos a um aguerrido duelo de responsabilizações. De um lado, governo e autoridades culpando os níveis elevados de chuvas que caíram na região e as ocupações de terrenos ilegais nas encostas dos morros (como se a responsabilidade de fiscalizar e coibir ocupações ilegais não fosse do próprio poder público). De outro lado, comentaristas, críticos e palpiteiros em geral culpando o governo pela falta de planejamento para atuar em situações de calamidade e pelas ocupações de terrenos ilegais (como se fossem os governantes que tivessem comprado tijolos e cimento e construído as casas).</p>
<p>Só que, em meio a esse embate, faltou uma pergunta fundamental que não foi feita aos atingidos pela tragédia: “Mas por que, afinal, vocês construíram suas casas em uma zona de risco como essa?”. Antes que o indignado leitor se revolte com a insensibilidade da pergunta, vamos imaginar algumas respostas.</p>
<p>Uma delas, certamente, seria: “nós somos pobres e não tínhamos outro lugar para ir”. Até pode ser verdade em muitos casos. Mas uma grande quantidade de construções que foram atingidas pelas águas e pelos desmoronamentos era de classe média ou alta, incluindo aí hotéis e pousadas de luxo. E mesmo que fosse o caso de dificuldade econômica, o risco de perder a vida deveria falar mais alto.</p>
<p>Outra resposta (na linha de culpar o governo) seria: “nós não sabíamos que era perigoso. Ninguém nos avisou”. O que, na grande maioria dos casos, não é verdade. As pessoas mais simples e que moram no local possuem o conhecimento transmitido pela experiência e sabem perfeitamente o risco das ameaças naturais, até porque não é a primeira vez que inundações e deslizamentos atingem a região. Já as pessoas que não moram na região e que construíram sítios de lazer, hotéis ou pousadas, certamente foram assessoradas por engenheiros que fizeram os projetos e que têm o dever, por formação profissional, de conhecer as características e os riscos dos terrenos utilizados.</p>
<p>De fato, o que está sendo negligenciado não apenas neste caso, mas na própria cultura brasileira, é a indispensável figura da “responsabilidade individual”. As pessoas devem ser responsáveis por seus atos. Ninguém está livre de uma catástrofe natural e pouco domínio temos sobre o imponderável. Mas temos, sim, a responsabilidade sobre as decisões que tomamos. Quando escolhemos um terreno na beira do mar, na encosta de um morro ou na margem de um rio, temos que ter plena consciência dos riscos inerentes e estarmos preparados para as suas consequências.</p>
<p>É importante o papel do poder público na fiscalização, informação de perigos iminentes e na mobilização de ajuda em casos de calamidade. Mas nada supera a importância da consciência e da responsabilidade de cada cidadão sobre suas decisões individuais.</p>
<p>&#8230;</p>
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		<title>Poder absoluto</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2010 01:45:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kleber Boelter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>

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		<description><![CDATA[Analistas, colunistas e mesmo eleitores que se auto-intitulam de &#8220;éticos&#8221; estão dizendo que a atual campanha eleitoral para o cargo de Presidente da República, nesse segundo turno, está descambando para a baixaria. É verdade. Mas por motivos diferentes do que se afirma. Não interessa nem a Serra, nem a Dilma abrirem as caixas de ferramentas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Analistas, colunistas e mesmo eleitores que se auto-intitulam de &#8220;éticos&#8221; estão dizendo que a atual campanha eleitoral para o cargo de Presidente da República, nesse segundo turno, está descambando para a baixaria. É verdade. Mas por motivos diferentes do que se afirma. Não interessa nem a Serra, nem a Dilma abrirem as caixas de ferramentas e passarem a trocar pancadaria. Ambos não estão empenhados em um torneio de pugilismo. Ambos estão empenhados em uma disputa por votos. E quem fornece os votos, em uma democracia, é o povo. E o povo brasileiro, em sua maioria, gosta de baixarias.</p>
<p>Antes que surjam os protestos dos &#8220;éticos&#8221;, que têm predileção por versões politicamente corretas e sentem uma certa aversão à realidade nua e crua, relembro alguns dos programas campeões de audiência no Brasil: Big Brother e Zorra Total, da Globo; Brasil Urgente e Márcia Goldsmith, da Band; Pânico na TV e Super Pop, da Rede TV, Casos de Família, do SBT, e paro por aqui porque meu estômago já está se revirando. Mas as emissoras de TV também não estão no negócio de fabricar lixo: exploram o ramo de conquistar o voto do controle remoto dos telespectadores. Há muito que nem emissoras de TV, nem políticos, são norteados por princípios éticos ou estéticos. Sua bússola são as pesquisas de opinião. Em outras palavras, o desejo do povo.</p>
<p>Os principais assuntos eleitos pelos candidatos, nessa reta final da campanha, para criar mais calor do que luz foram as privatizações e o aborto. Dilma acusa Serra de ser um &#8220;privatista&#8221;. Serra acusa Dilma de ser favorável ao aborto. Como o que importa não é discutir princípios e defender convicções mas sim arrancar votos dos adversários, a atitude dos candidatos foi a esperada. Nada de analisar as questões em profundidade e discutir argumentos que pudessem levar os eleitores a pensar no assunto e a questionarem suas próprias convicções. Nada disso. As pesquisas dizem que o eleitor não gosta de privatizações? Serra esquece sua atuação no governo FHC e nega com veemência que seja um privatista. As pesquisas dizem que a maioria do povo é contra o aborto? Dilma contradiz todos seus discursos anteriores e jura que é contra o aborto.</p>
<p>E assim seguem os debates. Não uma discussão de princípios, ideias ou valores, mas uma acirrada disputa para ver quem consegue prometer mais da mesma coisa: o que as pesquisas exigem.</p>
<p>Então tanto faz como tanto fez quem seja eleito? Sob certos aspectos, sim. Apesar de tanto Dilma quanto Serra se declararem de esquerda, há uma nítida diferença de intensidade (para não dizer de radicalismo) na ideologia de ambos. Mas até mesmo o maior radicalismo de Dilma fica atenuado quando lembramos que o governo de Lula se sustenta numa aliança com uma das parcelas mais conservadoras, retrógradas e patrimonialistas da política brasileira, representada pelos caciques do PMDB como José Sarney, Jader Barbalho e Renan Calheiros (para não falar na figura lamentável de Fernando Collor de Mello, também aliado ferrenho das beneces do poder lulista).</p>
<p>A grande diferença entre os dois candidatos parece que se encontra mesmo na sua biografia. Serra tem uma trajetória em cargos executivos e legislativos (Deputado, Prefeito e Governador), conquistados através do voto, que lhe conferem uma bagagem muito mais ampla. Seguramente ele é um hábil administrador acostumado a lidar com as articulações políticas indispensáveis para o exercício do cargo de Presidente do Brasil. Dilma, apesar de ter ocupado vários cargos executivos, sempre foi nomeada e jamais disputou uma eleição. Sem falar que Serra parece mais ponderado e menos sujeito a mudanças tempestuosas.</p>
<p>Só que tudo isso é teoria. Uma vez instalada no poder, não é raro uma pessoa mostrar uma face de sua personalidade que esteve cuidadosamente oculta durante o período de promessas e agrados ao eleitorado.</p>
<p>Mas se fosse necessário eleger apenas um bom motivo para escolher um dos candidatos, frear a megalomania que se instalou com o lulismo, capaz de ofuscar os mais escabrosos desvios de conduta e os mais escandalosos casos de corrupção, é razão mais do que suficiente para eleger José Serra.</p>
<p>Uma das frases mais definitivas, quando se fala de governos, é a que proferiu Lor Acton: &#8220;o poder corrompe; o poder absoluto corrompe absolutamente&#8221;. A forma como o PT infiltrou-se na máquina pública, a sede de poder demonstrada por Lula e os índices de aprovação popular atribuídos a ele nos aproxima perigosamente de um projeto de poder absoluto.</p>
<p>Frear essa escalada de poder será saudável para a democracia e para as instituições brasileiras.</p>
<p>&#8230;</p>
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		<title>O problema não é os políticos</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 14:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kleber Boelter</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[voto]]></category>

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		<description><![CDATA[Zero Hora fez uma interessante reportagem mostrando como vários políticos processados a até condenados por corrupção, desvio de dinheiro público e outros crimes são reeleitos pelo voto popular.
A conclusão é óbvia: não basta trocar os políticos, tem que trocar também o povo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Zero Hora fez uma interessante reportagem mostrando como vários políticos processados a até condenados por corrupção, desvio de dinheiro público e outros crimes são reeleitos pelo voto popular.</p>
<p>A conclusão é óbvia: não basta trocar os políticos, tem que trocar também o povo.</p>
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		<title>Sentenças não apagam a verdade</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 01:09:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kleber Boelter</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[As veias abertas da América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Galeano]]></category>
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		<description><![CDATA[Em decisão de primeira instância,a juíza Lilian Cristiane Siman, da 5° Vara da Fazenda Pública de Porto  Alegre, condenou a Ford a pagar duas indenizações ao governo do Estado: a  primeira no valor de R$ 42 milhões e a segunda de R$ 92 milhões. Na decisão, a magistrada alega que a Ford foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em decisão de primeira instância,a juíza Lilian Cristiane Siman, da 5° Vara da Fazenda Pública de Porto  Alegre, condenou a Ford a pagar duas indenizações ao governo do Estado: a  primeira no valor de R$ 42 milhões e a segunda de R$ 92 milhões. Na decisão, a magistrada alega que a Ford foi responsável pelo  rompimento do contrato e que o governo do Estado cumpriu todos os pontos que haviam sido acordados.</p>
<p>Uma das (poucas) vantagens de se ter uma certa idade é que nos tornamos testemunhas de certos fatos da história.</p>
<p>Esse imenso, incomensurável e absurdo equívoco do então eleito governador Olívio Dutra, do PT, provocado pela arrogância e pela imaturidade, jamais será apagado, nem mesmo por uma sentença judicial. Esse episódio eu vi, e acompanhei muito de perto porque na época tinha algum contato no meio político. E vi, entre perplexo e consternado, o momento em que a Ford desistiu de tentar falar com o governo (que humilhou, com um certo sadismo, os executivos da empresa americana como se tivesse se vingando de todo o colonialismo falsamente imaginado nas <em>Veias abertas da América Latina</em>, de Eduardo Galeano).</p>
<p>O que se seguiu ao anúncio da Ford de transferir o imenso investimento para a Bahia foi patético: um clima de pânico se instaurou no primeiro escalão do governo do PT porque eles jamais imaginaram que aquilo pudesse acontecer. Pela cartilha do PT, o Rio Grande do Sul estava entregando seus tesouros para um bandido que havia conseguido um saque monumental. Não imaginaram que pudesse haver outra vítima ávida para ser saqueada.</p>
<p>Infelizmente, foi uma perda que afetará várias gerações de gaúchos, e que nenhuma sentença jurídica contestável poderá apagar da história.</p>
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		<title>Retrospectiva 2009</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 21:15:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kleber Boelter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Chavez]]></category>
		<category><![CDATA[Ironia]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel Zelaya]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar da excelente performance de Silvio Berlusconi, dois outros candidatos disputam o título de Maior Fanfarrão de 2009.
O mais histriônico (e menos inofensivo) é Hugo Chavez, com sua incansável Ópera Bufa “A Revolução Bolivariana”. Apesar da canastrice e do enredo da século retrasado, ele conta com muitos admiradores e um séquito de bajuladores, grande parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar da excelente performance de Silvio Berlusconi, dois outros candidatos disputam o título de Maior Fanfarrão de 2009.</p>
<p>O mais histriônico (e menos inofensivo) é Hugo Chavez, com sua incansável Ópera Bufa “A Revolução Bolivariana”. Apesar da canastrice e do enredo da século retrasado, ele conta com muitos admiradores e um séquito de bajuladores, grande parte deles no Brasil.</p>
<p>Correndo por fora aparece Manoel Zelaya, cujo chapéu de mafioso colombiano só não perde em ridículo para os trajes antropofágicos de Evo Morales. Na verdade, Manoel Zelaya seria apenas mais um tiranete desimportante e fracassado se não fosse a notoriedade que lhe foi concedida pelo Brasil, ao abrigá-lo na sua embaixada e endossar-lhe as pretensões golpistas. Mas o que lhe vale a indicação para a Medalha de Ouro de Maior Fanfarrão do Ano de 2009 não são seus discursos populistas ou sua imitação rasteira do J.R. da série Dallas: é a foto que mostra o estadista de botequim esparramado num sofá da embaixada brasileira, com o chapéu sobre o rosto, num retrato perfeito de sua estampa de bufão.</p>
<p>Diferente da acirrada disputa que pode lhes conceder o primeiro lugar no pódio, os povos dos países dos dois concorrentes têm destinos bem distintos. Honduras, ao destituir o presidente golpista e convocar novas eleições, honra sua Constituição e consolida sua democracia. Já a Venezuela, ao conceder através de plebiscito o direito a Hugo Chavez de se candidatar eternamente ao cargo de Presidente, soterra a democracia sob a mortalha do populismo caudilhesco.</p>
<p>Minha mãe tinha uma boa frase para isso: bem feito!</p>
<p><img title="Hugo-Chavez" src="http://www.kleberboelter.com/ojardimdodiabo/wp-content/uploads/2010/01/Hugo-Chavez.jpg" alt="" width="449" height="294" /></p>
<p><img title="Zelaya na embaixada" src="http://www.kleberboelter.com/ojardimdodiabo/wp-content/uploads/2010/01/Zelaya-na-embaixada.jpg" alt="" width="449" height="294" /></p>
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		<title>Um cara sensível</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 23:16:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kleber Boelter</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[American Chopper]]></category>
		<category><![CDATA[Deus está morto?]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mar de Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou sensível aos meus leitores. E foram milhares de reclamações sobre a falta de atualização do blog. Bem, talvez centenas. Dezenas? Não importa. Eles têm razão. Meu leitores são, para mim, como um deus. Não sei bem como são ou onde ficam. Na verdade, não tenho sequer certeza de que existem. Mas eles têm sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou sensível aos meus leitores. E foram milhares de reclamações sobre a falta de atualização do blog. Bem, talvez centenas. Dezenas? Não importa. Eles têm razão. Meu leitores são, para mim, como um deus. Não sei bem como são ou onde ficam. Na verdade, não tenho sequer certeza de que existem. Mas eles têm sempre razão. Quase sempre. Ou, pelo menos, de vez em quando.</p>
<p>____________________________________________________</p>
<p><strong>Deus está morto?</strong></p>
<p>Está confirmado: dia 11 de novembro, uma terça-feira, às 19:00 horas, no Pavilhão de Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre, acontecerá o lançamento do livro &#8220;Deus está morto?&#8221;, de autoria desse escriba que vos tecla. A presença de meus familiares, amigos, conhecidos e dos milhares de leitores que pediram novidades será muito importante. Até para eu não passar por mentiroso.</p>
<p>____________________________________________________</p>
<p><strong>Inimigo meu</strong></p>
<p>Que saudades do Mar de Letras! Será que estou me sabotando? Ou é apenas uma fase, aquela circunstância incontrolável que logo passará, aquela emergência profissional que logo será superada, aquele problema familiar que já vai passar? A quem tentamos enganar com esse papel de vítimas?</p>
<p>_____________________________________________________</p>
<p><strong>Não canso de me surpreender&#8230;</strong></p>
<p>Nesse semestre estou cursando a disciplina de Prática I da Faculdade de Letras da PUC. Traduzindo, isso significa estágio obrigatório. Ou seja, estou dando aulas para uma turma de oitava série da Escola Estadual Plácido de Castro, uma escola pública próxima aqui de casa. Uma experiência extraordinária em todos os sentidos. Ali está o retrato deprimente de uma realidade escolar que coloca o Brasil como um dos últimos classificados em qualquer ranking que se faça sobre educação. Mas ali estão a Isabel, a Náthalie, Samantha, Bruna, Vinícius, Eduardo, Mateus, Marja, Cassiano, Camila, Nicholas e tantos outros, adolescentes com seus problemas e seus sonhos, uns que não sabem o que querem da vida e outros que sonham em montar uma banda, uns que gostam de futebol e outros que tocam violão, gente boa em sua grande maioria. É uma dimensão humana com a qual eu não estava acostumado. E mesmo que, às vezes, dê vontade de ressuscitar o relho, a palmatória ou o castigo do joelho no milho, resta a esperança de salvar alguma alma. Nem que seja apenas a minha&#8230;</p>
<p>__________________________________________________</p>
<p><strong>À beira do abismo</strong></p>
<p>Hoje foi dia de votação para eleger prefeito e vereador de Porto Alegre. Seguramente uma das eleições em que menos estive interessado. E não dá para me considerar um alienado. A representação política sofreu um tal processo de degenaração nos últimos anos que nada mais faz diferença. Uma oportunidade de ouro para ditadores de plantão.</p>
<p>__________________________________________________</p>
<p><strong>Coragem</strong></p>
<p>Assisti agora à noite no GNT um episódio do American Chopper. Eles estavam fazendo testes para a contratação de novos funcionários e apareceu uma morena bonita, de uns trinta anos, que fora gerente de restaurante. Ela gostava de pilotar motos e estava fazendo teste para soldadora. Isso mesmo: soldadora! Entrevistada, foi enfática: seria um sonho se pudesse ser soldadora de uma fábrica que fizesse motos. Morro e não vejo tudo!</p>
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