Tem coisa melhor do que a jabulani

A cada quatro anos o planeta se mobiliza em torno da Copa do Mundo de Futebol. E, em 2010, essa concentração foi ainda maior por causa do efeito África. Está certo que é um esporte que apaixona a milhares de pessoas e, desde que começou a dar muito dinheiro, foi transformada em um produto de massa pelo capitalismo selvagem, pelo comunismo manipulador e pelos espertos em geral.

Mas é muita atenção e dinheiro colocados em um só lugar. Houve outros eventos, tão ou mais interessantes, acontecendo no planeta. Vejamos alguns exemplos:

Quem se espantou e se emocionou com o frango incrível do goleiro Green, da Inglaterra, foi porque não viu o empenho e a garra apresentada pelas atletas que atuaram na emocionante Caça à Franga. E quem acha que o desempenho do goleiro Casillas, da Espanha, foi um dos elementos responsáveis pela Fúria ter sido campeã é porque não acompanhou a técnica apurada dos atletas que deram o máximo de si na Caça ao Leitão Untado com Banha!

Pode parecer que foi um lance de grande habilidade o chutaço de Van Qualquercoisa da Holanda, que meteu aquela bola no ângulo do goleiro do Uruguai. Mas é muito pouco se comparado à habilidade demonstrada pelos jogadores na prova de Arremesso de Espigas de Milho ao Balaio.

Quem não se impressionou com as arrancadas fulminantes de Schwensteiger da Alemanha rumo à linha de fundo? Uma tartaruga claudicante frente à velocidade dos pilotos na prova de Corrida de Carrinho de Mão.

Sem falar do Concurso de Serra de Tronco, a Corrida do Saco, a Corrida do Ovo, o Tiro ao Alvo de Bodoque, o Cabo de Guerra e o Torneio de Debulha de Milho em Tempo Recorde.

Essa demonstração de técnica e habilidade aconteceu nas Olimpíadas Rurais de subdistrito de Durasnal, no Alegrete. Só faltou o superslowmotion. Ah, e a Larissa Riquelme, claro.

 

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