Um cara sensível

Sou sensível aos meus leitores. E foram milhares de reclamações sobre a falta de atualização do blog. Bem, talvez centenas. Dezenas? Não importa. Eles têm razão. Meu leitores são, para mim, como um deus. Não sei bem como são ou onde ficam. Na verdade, não tenho sequer certeza de que existem. Mas eles têm sempre razão. Quase sempre. Ou, pelo menos, de vez em quando.

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Deus está morto?

Está confirmado: dia 11 de novembro, uma terça-feira, às 19:00 horas, no Pavilhão de Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre, acontecerá o lançamento do livro “Deus está morto?”, de autoria desse escriba que vos tecla. A presença de meus familiares, amigos, conhecidos e dos milhares de leitores que pediram novidades será muito importante. Até para eu não passar por mentiroso.

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Inimigo meu

Que saudades do Mar de Letras! Será que estou me sabotando? Ou é apenas uma fase, aquela circunstância incontrolável que logo passará, aquela emergência profissional que logo será superada, aquele problema familiar que já vai passar? A quem tentamos enganar com esse papel de vítimas?

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Não canso de me surpreender…

Nesse semestre estou cursando a disciplina de Prática I da Faculdade de Letras da PUC. Traduzindo, isso significa estágio obrigatório. Ou seja, estou dando aulas para uma turma de oitava série da Escola Estadual Plácido de Castro, uma escola pública próxima aqui de casa. Uma experiência extraordinária em todos os sentidos. Ali está o retrato deprimente de uma realidade escolar que coloca o Brasil como um dos últimos classificados em qualquer ranking que se faça sobre educação. Mas ali estão a Isabel, a Náthalie, Samantha, Bruna, Vinícius, Eduardo, Mateus, Marja, Cassiano, Camila, Nicholas e tantos outros, adolescentes com seus problemas e seus sonhos, uns que não sabem o que querem da vida e outros que sonham em montar uma banda, uns que gostam de futebol e outros que tocam violão, gente boa em sua grande maioria. É uma dimensão humana com a qual eu não estava acostumado. E mesmo que, às vezes, dê vontade de ressuscitar o relho, a palmatória ou o castigo do joelho no milho, resta a esperança de salvar alguma alma. Nem que seja apenas a minha…

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À beira do abismo

Hoje foi dia de votação para eleger prefeito e vereador de Porto Alegre. Seguramente uma das eleições em que menos estive interessado. E não dá para me considerar um alienado. A representação política sofreu um tal processo de degenaração nos últimos anos que nada mais faz diferença. Uma oportunidade de ouro para ditadores de plantão.

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Coragem

Assisti agora à noite no GNT um episódio do American Chopper. Eles estavam fazendo testes para a contratação de novos funcionários e apareceu uma morena bonita, de uns trinta anos, que fora gerente de restaurante. Ela gostava de pilotar motos e estava fazendo teste para soldadora. Isso mesmo: soldadora! Entrevistada, foi enfática: seria um sonho se pudesse ser soldadora de uma fábrica que fizesse motos. Morro e não vejo tudo!

 

Comments: 2

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Pois é, eu fui um que quase reclamei.
Mas já que és um cara sensível, enquanto o dia 11 não chega, vai lá ver uma resenha que fiz sobre o ensaio sobre a cegueira.
Ah, e tem uma seção nova, o blog dos amigos.
abração

 
 

Grande Ademir, jamais incorreria nesse ato deseducado de causar-lhe contrariedade. Minha cegueira não chega a tanto. Visitarei, sim, a tua.

Baita abraço.

 
 
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