Um pouco de literatura…

ÔNIBUS

Poucas coisas mais significativas do que os ritos de passagem. O primeiro búfalo abatido ou a primeira menstruação, alimento e gênese, o sangue derramado pela perpetuação do clã. Os casamentos e os funerais, (eu ia dizer batizados e funerais, mas aí a ironia não seria tão ferina) celebrações do início e do fim (ou vice-versa, para o suficientemente cínico).

Pois um dos meus principais ritos de passagem foi o ônibus. Não, não matei nem engravidei ninguém num ônibus. Foi algo muito simples e comum. Eu tinha uns dez anos quando minha mãe disse: “Hoje não vou te buscar na escola. Tu vens de ônibus

 

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