Viúvas em festa
As viúvas de Marx e todos seus companheiros de viagem (aqueles que embarcam na canoa sem saber para onde ela está indo e muito menos que está furada) têm um duplo motivo para comemorar a recente crise mundial.
Não é só o capitalismo, sistema demonizado por eles, que está sob fogo cerrado. A maioria dos homens mais ricos do mundo também teve perdas monumentais em seus patrimônios, seja por aplicações financeiras em ações que apodreceram do dia para a noite, seja por fraudes e desvios bilionários, como no caso Madoff.
Mas não são todos que sofrem com a crise. A minoria dos que comemoram a atual crise(as viúvas de Marx) estão bem instalados em cargos governamentais e viram seu poder aumentar nos últimos tempos. Pouco importa se boa parte do que está acontecendo foi provocado exatamente por políticas de incentivo ao consumo e à compra da casa própria por pessoas que não tinham condições de pagar pelos empréstimos. Políticas, aliás, desenvolvidas por populistas de esquerda aliados a banqueiros gananciosos e sem escrúpulos. Pena que a maioria (os companheiros de viagem) estão perdendo seus empregos.
Mas tem um lado positivo: reforça a tese (e o poder) das viúvas que, apesar de detestarem o capitalismo, nunca frequentaram tantos hotéis cinco estrelas nem fizeram tantos brindes com Möet Chandon.
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Nunca esquecendo os sistemas dependem do ser humano. Capitalismo, socialismo, comunismo e outros ismos…
O capitalismo só se mostra melhor se for vigiado constantemente pelas instituições políticas e socias instituídas. Quando esta tarefa é delega ao mercado, adivinhem….
Olá meu velho amigo.
É a primeira vez que ouço falar que o Bush era um “populista de esquerda”, pois foi ele quem incentivou o delírio consumista pra esquecer o 11 de setembro.
Mas não há do que se preocupar. Os liberais já estão todos salvos, recebendo dinheiro dos cofres públicos para salvarem seus patrimônios. Ou tendo suas empresas estatizadas, pelo menos até começarem a dar lucro de novo
Abração
Caro Glênio: eis aí uma questão muito mal interpretada (por ignorância ou má-fé, não sei) pela quase unanimidade dos teóricos da esquerda. O liberalismo clássico defende, sim, a existência de um Estado forte. Mas forte exatamente naquela que é a sua principal função: mediar os conflitos entre os indivíduos de uma sociedade livre. Logo, o Estado deve ser forte e atuante, acima de tudo, na área da Justiça. Liberdade só tem sentido, num grupo social, com responsabilidade.
Um abraço.
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Grande Ademir: eu não disse que o Busch era um populista de esquerda. Ele não era nem de esquerda e muito menos populista. Na verdade, ele deve entrar para o livro Guiness em termos de impopularidade.
Ele era, com certeza, do outro grupo: um amigo dos sócios dos populistas, os banqueiros inescrupulosos.
E isso já dá uma pista do motivo pelo qual os populistas de esquerda (Obama, Sarcozi, etc) estão salvando os banqueiros inescrupulosos.
Não é lindo o poder do Estado? Me lembra o Brasil do Lulla e seus novos amigos: Sarney, Calheiros, Collor, etc.
Mudam as moscas, mas a m_ é a mesma.
Baita abraço.
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